Operações da Polícia Civil em 2019 contabilizam 119 pessoas presas por tráfico de drogas, em Santo Ângelo

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Ações policiais, com o trabalho de investigadores criminais, levaram para a prisão homens e mulheres. Foto: Arquivo/JM

Um dos crimes que mais levou pessoas à prisão em 2019, em Santo Ângelo, foi o tráfico de drogas, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (6), pela 13ª Delegacia de Polícia Regional (DPR). As investigações foram conduzidas pelos agentes da 1ª Delegacia de Polícia, coordenados pelo delegado de polícia, Rogério Junges.

Num total de 11 operações – aquelas que dependem de uma grande mobilização logística de pessoal e viaturas, foram presas 119 pessoas. O número de prisões é bem maior, porém, não foi divulgado, ao considerar as prisões rotineiras das delegacias de polícia de Santo Ângelo (Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente e Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher) e os flagrantes da Brigada Militar. “Considerando que o ano tem 52 semanas e descontando os finais de semana, calculamos uma média de 1 pessoa presa a cada dois dias em Santo Ângelo. O número é extraordinário porque as prisões realizadas pela Polícia Civil demandam de uma investigação qualificada, ou seja, há uma investigação prévia para depois acontecer a prisão”, esclarece.

O delegado regional, Fernando Antônio Sodré de Oliveira, diz que o foco em 2019 era atuar no combate a crimes violentos contra o patrimônio, lavagem de dinheiro e o tráfico de drogas. “O tráfico é um crime que tem que ser combatido por todo o mal que produz na sociedade e pelos inúmeros efeitos colaterais, dentre eles, o fortalecimento de grupos criminosos que se capitalizam do dinheiro que é fruto deste crime e acabam adquirindo armas e compra de influências”, frisa.

FACÇÕES CRIMINOSAS

Sodré destaca que no ano passado houve uma migração mais intensa de traficantes que se declaram integrantes de facções criminosas que saíram da Capital e se instalaram em Santo Ângelo a fim de comercializar drogas. “Mas aqui ainda não há uma estrutura de facção criminosa como vemos em Porto Alegre ou em cidades do Vale dos Sinos, da Serra, como em Caxias do Sul ou do Sul, como em Pelotas e por isso é importante este combate para que a gente não permita que estes grupos se organizem, cresçam, se capitalizem e conquistem uma influência mais violenta e grave em toda a região”, destaca.

O combate tráfico de drogas incide na diminuição de crimes patrimoniais e homicídios porque cessa a disputa territorial dos criminosos. “E tivemos um decréscimo nestes crimes em função desta estratégia muito bem realizada pela equipe da Delegacia de Polícia através do delegado Rogério e a investigação criminal. As demais delegacias, como DPCA e Deam também tiveram participação neste combate”, enfatiza.

MULHERES E ADOLESCENTES NO CRIME

Na última década, cresceu a participação de mulheres e adolescentes no comércio ilegal de venda de drogas. “E isso tem nos preocupado, porque com a prisão dos homens quem assume a traficância são as mulheres, mas estamos enfrentando isso com repressão criminal. Acreditar que é possível tirar uma pessoa do crime apenas conversando com ela é ilusão, mas também precisamos trabalhar as políticas de emprego, renda e oportunidades para as pessoas crescerem economicamente para realmente terem outros atrativos ao invés da criminalidade, em especial os jovens”.

A RELAÇÃO DA CRISE ECONÔMICA E O TRÁFICO

A Polícia Civil planeja num futuro próximo instalar uma Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) para atuar no combate ao crime organizado e tráfico de drogas. “Os grupos criminosos tem identificado no tráfico de drogas uma forma de conseguir levantar recursos volumosos e com muita rapidez. Então o tráfico se transformou num negócio muito importante para a criminalidade, sem contar que houve um envolvimento das pessoas, especialmente os jovens, a partir do alongamento da crise econômica, e neste cenário para estas pessoas, o tráfico tem dado retorno (digo entre aspas)”.

Fernando Sodré enalteceu o trabalho da Brigada Militar, que também realizou prisões em flagrante por tráfico, em 2019. “A Polícia Civil possui uma integração com a Brigada Militar e neste sentido os policiais militares merecem o nosso reconhecimento pelo esforço e dedicação”, finaliza.

 

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