Outubro Rosa: Diagnóstico precoce de câncer possibilita chances de cura de mais de 90%

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Adriano Imperatori, médico Mastologista da Unimed Missões/RS: “O recomendável é a realização de consultas de rotina, pois o ginecologista ou mastologista poderá avaliar melhor os fatores de risco associados” ao desenvolvimento do câncer. Foto: Arquivo pessoal

A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) era de 66.280 novos casos de câncer em 2020. Porém, o número de casos diagnosticados no ano é menor em comparação com 2019. O motivo: a pandemia de Covid-19.

De acordo com Adriano Imperatori, médico Mastologista da Unimed Missões/RS e especialista na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças mamárias e em cirurgia das mamas, pelos cálculos da Sociedade Brasileira de Patologia e de Cirurgia Oncológica, mais de 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer neste ano. “Até o momento não temos dados exatos, mas houve uma grande redução no número de diagnósticos de câncer de mama devido à pandemia, pois a população está com medo de ir fazer suas consultas e exames de rotina”, detalha Imperatori.

Uma das consequências desta redução, conforme aponta o especialista, é o diagnóstico tardio. “O diagnóstico precoce de câncer possibilita chances de cura de mais de 90%. Por outro lado, quanto mais tardio o diagnóstico, menores as chances de cura ou de controle da doença, bem como aumenta a necessidade de tratamentos oncológicos mais radicais, através da quimioterapia, radioterapia e cirurgias de grande porte”, ressalta.

Detecção precoce

De acordo com o médico, quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, maiores serão as chances de cura. “Nestes casos, grande parte das pacientes poderá realizar uma cirurgia pequena, conservadora de mama, sem a necessidade de realização de mastectomia (retirada cirúrgica de total da mama), e muitas pacientes poderão evitar a necessidade de quimioterapia”, afirma.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia é a realização da mamografia anual para todas as mulheres a partir dos 40 anos, – exame totalmente seguro, e que possibilita o diagnóstico precoce do câncer de mama.

Fatores relacionados ao desenvolvimento do câncer

“São diversos os fatores associados, e geralmente é a união dos diversos fatores e não de um fator isolado, que poderá implicar no surgimento do câncer de mama”, afirma Imperatori.

Entre estes estão má alimentação, como a alta ingestão de gorduras, carne vermelha e carboidratos; o sedentarismo; obesidade; consumo exagerado de bebidas alcoólicas; fatores genéticos (hereditariedade); mamas densas; presença de lesões precursoras do câncer nas mamas; fatores hormonais.

“O recomendável é a realização de consultas de rotina, pois o ginecologista ou mastologista poderá avaliar melhor os fatores de risco associados, estabelecendo melhor o risco de desenvolvimento do câncer de mama para cada paciente”, reforça.

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