Prejuízos da estiagem forçam decreto de situação de emergência

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A medida foi anunciada pelo Governo Municipal em razão de prejuízos econômicos e sociais no meio rural, provocados pela estiagem prolongada. Fernando Gomes/AI Prefeitura de Santo Ângelo

Os prejuízos que se acumulam devido a escassez de chuvas forçam que seja decretada situação de emergência em Santo Ângelo. Uma reunião realizada nesta terça-feira (17) apontou a necessidade do decreto, que deve ser publicado na próxima segunda-feira (23). O Governo Municipal aguarda a finalização dos laudos para a publicação do decreto.

O prefeito Jacques Barbosa mostrou-se preocupado com a situação provocada pelo longo período sem chuvas em Santo Ângelo, com reflexos negativos à economia e diante do quadro social causado pela previsão de frustração da safra de grãos, pela falta de água para dessedentação dos animais com prejuízos à pecuária leiteira e de corte, e de hortifrutigranjeiros.

Para tanto, o Governo Municipal esteve reunido com a Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, Emater/Ascar, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato Rural, Departamento de Defesa Civil de Santo Ângelo (DEMUDEC) e as secretarias municipais de Transportes e de Agricultura, na tarde desta terça-feira (17), no Gabinete do Prefeito, com a finalidade de avaliar a situação do município devido à estiagem, o que deverá culminar na assinatura do decreto de emergência.

O prefeito Jacques Barbosa ressalta que o município já se enquadra nos quesitos que configuram a situação de emergência nas questões humanas, econômicas e ambientais. “Estamos buscando as informações necessárias para o embasamento da situação dos agraves que vem ocorrendo no município, que incluem os pedidos de abertura de poços artesianos, o que atinge a agricultura familiar, quebras na agricultura e escassez dos recursos hídricos com a estiagem. Primeiramente, analisaremos todos os critérios que serão apontados pelas equipes técnicas da Agricultura, Defesa Civil, Obras e Serviços Urbanos, Meio Ambiente, Assistência Social e Emater, com a definição de um laudo sobre a real situação do município que vai ser elaborado no decorrer da semana”, disse.

QUEBRA

O município de Santo Ângelo tem o registro da abertura de 30 poços artesianos, além de 60 pedidos na fila da espera, e a perda apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 60% no plantio da soja, 25% no milho e 30% na bacia leiteira. A perda apontada em relação à soja estima o déficit de R$ 102 milhões. Além disso, a estiagem atinge as famílias residentes na Reserva Indígena na Ressaca da Buriti.

A reunião contou com a presença do coordenador da Defesa Civil, Adelar Cavalheiro; do coordenador regional da Defesa Civil/RS (Crepdec5), 1° Tenente José Ricardo Correa; e do coordenador adjunto, 1° Sargento Leandro de Oliveira; do secretário municipal de Transportes, João Terra do Amaral; do coordenador das Agroindústrias e da Associação dos Produtores da Secretaria Municipal de Agricultura, Diomar Formenton; do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Ângelo, Daniel Casarin, e do vice-presidente Oswaldino Lucca; do presidente do Sindicato Rural de Santo Ângelo, Laurindo Nikitiz; do chefe do escritório Emater Santo Ângelo, Álvaro Uggeri Rodrigues; e do chefe de Gabinete Airton Peruzzi.

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