Preocupação com a transmissão familiar do vírus

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Foto: reprodução.

Confirmações de casos envolvendo pessoas de uma mesma família tem se repetido nos últimos dias.

A chamada transmissão familiar do novo Coronavírus é a principal causa de preocupação das autoridades de Saúde em Santo Ângelo. Os casos em núcleos familiares tem se repetido nas duas últimas semanas e é o fator de maior risco depois dos surtos em culto evangélico e do Lar de Idosos Isabel Oliveira Rodrigues.

Mesmo com as medidas restritivas tomadas em virtude da pandemia, da situação de angústia que envolve o setor econômico e das recomendações sobre protocolos de higienização e de ficar em casa, algumas pessoas insistem em não acatar as orientações e colocar em risco não apenas elas, mas a todos. Aglomerações em estabelecimentos comerciais, em espaços públicos, festas familiares, churrascos e rodas de chimarrão continuam ocorrendo.

O secretário municipal de Saúde, Luís Carlos Cavalheiro faz questão de alertar que essas situações são cenários potenciais para a circulação do vírus. E uma pessoa que se contamine num local desses, levará o vírus para dentro de casa. Esse andamento da cadeia de contágio prejudica, especialmente, as pessoas de maior idade. “Uma pessoa com idade acima de 60 anos, com algumas comorbidades, pode sofrer um quadro muito agressivo, onde a letalidade é grande”, observa.

Secretário Luis Carlos Cavalheiro alerta para a necessidade de uma consciência coletiva sobre o risco de contágio. Arquivo JM

Cavalheiro salienta que diante do quadro de pandemia, essas reuniões, confraternizações, festas, não são necessárias. No seu entendimento, a falta de uma consciência coletiva prejudica toda a comunidade. “Cada vez mais o vírus tem sido levado das ruas para dentro das casas.

A negligência de alguns tem outro fator importante a ser considerado. Os profissionais de saúde podem ser atingidos, desfalcando o sistema de atendimento e, também, prejudicando a coletividade.

Taxa de transmissão

A R0 (sigla para a taxa de transmissão) do coronavírus é estimada entre 2 e 3, o que significa dizer que cada portador pode a transmitir para até três pessoas –alguns estudos, porém, destacam que o causador da Covid-19 tem R0 de quase 6, sendo este o número de pessoas que um doente pode contaminar. A título de comparação, o vírus Influenza, causador da gripe, tem R0 de 1,2.

O que se deve imaginar é que, depois de contagiar três ou seis pessoas, estas também levam o vírus adiante, aumentando a cadeia de contágio e fazendo a doença se espalhar mais rapidamente –atingindo, inevitavelmente, idosos, grávidas e lactentes e portadores de doenças crônicas (integrantes do grupo de risco da Covid-19). Daí vem a recomendação para que não haja aglomerações, pois nestas reuniões é muito mais fácil que um doente passe o vírus adiante.

 

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