Presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, projeta retorno dos campeonatos no final de maio

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“O Grêmio está completamente parado neste momento”, disse em entrevista à Rádio Santo Ângelo. Foto: Lucas Uebel/ Grêmio FBPA

Recuperado da infecção por coronavírus, o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, falou na manhã de sexta-feira (3), com o apresentador Luiz Roque Kern, para o programa Rádio Visão, da Rádio Santo Ângelo. No início desta semana, ele foi declarado curado pela Secretaria Estadual da Saúde da Covid-19.

Mandatário gremista contou que a partir do momento que percebeu os sintomas passou a ficar recluso. Uma das hipóteses é de que tenha contraído o vírus durante o Gre-Nal da Libertadores, no dia 12 de março. “Foi mais ou menos o marco inicial daqueles que acabaram infectados no Grêmio”, disse.

O anúncio do teste positivo foi feito no site do clube em 22 de março. Porém, os sintomas e exames foram realizados anteriormente. “No meu caso, estava completamente assintomático. Não tive tosse, febre, não tive dores no corpo, simplesmente, quase no fim desse ciclo, é que comecei a perder paladar e sentido do cheiro”, descreveu.

Bolzan não chegou a ser internado em hospital. Como ele contou, seus sintomas foram tratados de casa e basicamente sem remédio. “Somente com alimentação e repouso absoluto”, acrescentou. Como estava assintomático, disse que permaneceu quase três semanas em isolamento em casa. “Porque a partir do momento que tivemos a notoriedade do contato de outras pessoas, procurei fazer um resguardo – passava praticamente dois terços do tempo em casa e, somente de maneira necessária ia ao Grêmio assinar documentos, sem contatos próximos”. Depois do diagnóstico, manteve-se isolado. “Inclusive, permaneço em casa, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias.”

O convívio com a família, principalmente com os filhos, teve de ser mais restrito, “mas não deixei de falar com eles, mantemos uma posição de encontro não tão frequente”, detalhou. No Tricolor, os trabalhos seguem suspensos. “O Grêmio praticamente deu férias coletivas para todos os servidores a partir do dia 1º de abril, antes, de certa forma, já tinha medidas de isolamento, mas com trabalho sendo feitos em casa. Os presenciais, que permanecem, são os de segurança”, disse. “O Grêmio está completamente parado neste momento”, acrescentou.

Apesar da paralisação das atividades, ele diz que mantém o diálogo com os colegas (por e-mail, WhatsApp ou telefone). “Estamos em contato diário por conta da situação do clube”.

ACERTO COM OS JOGADORES

Com suas atividades paralisadas por tempo indeterminado e a falta de acordo entre 30 clubes brasileiros e a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), dirigentes foram liberados para negociar com seus elencos. No Grêmio, como as atividades não devem ser retomadas antes de maio, a direção acordou com o grupo a redução salarial.

“De uma maneira geral, os clubes trabalhavam numa situação de organização padrão, ou seja, que todos adotassem uma medida de modo que pudessem se recuperar da crise de forma uniformizada. Não foi possível fazer isso, o único consenso que conseguimos foi o calendário: férias gerais de 1º a 20 de abril”, detalhou.

De acordo com Bolzan, esta uniformidade entre os clubes não foi possível porque cada um possui uma realidade financeira diferente. No Grêmio, ele detalha que foi feito um diagnóstico de como estaria nos próximos meses, seja na renegociação com fornecedores, ou alongamento de contratos.

Aceitando a redução salarial, os jogadores fizeram uma exigência: manter os contratos. “Foi isso que fizemos. Repactuamos todos os contratos, documentadamente, estamos com ele aditivados para passar esse período de três a quatro meses. Os jogadores aceitaram bem isso e o Grêmio, por sua vez, garante que não fará nenhuma dispensa de jogadores. Garantiremos que esse pessoal permaneça conosco, num esforço social e de solidariedade.”

RETORNO DOS CAMPEONATOS

“Enquanto a situação estiver sem controle, não creio que voltaremos”, disse ele, que não vê perspectiva de retorno das competições antes do final de maio, “com muita boa vontade, porque esse assunto está ainda em andamento e que ão está controlado”.

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