Produção para autoconsumo gera economia às famílias do interior

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Idalina Deroni Correa Peppe, produtora rural, e a neta Lauren Christofari da Cunha, 8 anos, em meio a horta. Fotos: Daniele Angnes/JM

Leite, ovos, carne, verduras, frutas. Parece uma lista de compras, e é, na verdade, mas imagine esses alimentos sendo colhidos em casa mesmo – na propriedade rural. A produção de alimentos para o consumo próprio dos agricultores representa uma economia que pode ultrapassar R$ 1 mil mensais, a depender do uso e do número de pessoas que compõem a família.

Na propriedade da família de Idalina Deroni Correa Peppe, na Localidade de Ilha Grande, essa realidade é possível. Dos oito hectares, 1,5 são para o pomar e para a horta, porém, ainda área ainda rural ainda serve de pastagem para os animais.

A família produz 32 itens alimentícios, que deixam de ser adquiridos nos supermercados. Dessa forma economizam e conseguem reinvestir na propriedade – tanto para alimentação animal, quanto para a horta. “Esses produtos que temos aqui, não precisamos comprar na cidade”, reforça Deroni. “A economia, para nós, é algo bem significativo”, acrescenta.

Thais Trindade, extensionista social da Emater-RS/Ascar de Santo Ângelo, diz, ainda, que além da economia na propriedade rural, “os demais membros da família (que residem na cidade), se beneficiam do consumo dos alimentos”. É o caso de filhos que agricultores que vão estudar o trabalhar na cidade e, nos finais de semana, buscam frutas, queijo, embutidos e verduras na casa dos pais.

Produção consciente

Thais, extensionistra social da Emater-RS/ Ascar comenta que a plantação integrada de verduras e chás contribuí para o manejo agroecológico

Uma das características da horta de Deroni são as técnicas de agroecologia – cultivo que pouco depende de insumos externos à propriedade e incentiva uma agricultura mais próxima do cultivo tradicional natural. Em meia lua, as árvores frutíferas são circundadas pos pés de alface, repolho, cenoura, tomate, radite, ervas e chás – alguns deles ajudam a evitar o aparecimento de pragas.

“Nosso trabalho é para que sempre tenham uma diversidade de produtos. Fazemos eventuais visitas, mas na maioria das vezes fazemos grupos de capacitação ensinando técnicas como a produção agroecológica. Sempre buscamos orientar para que a produção seja diversificada e assim a alimentação também”, reforça Thais.

Na pandemia as atividades se tornaram virtuais, por meio de APP de conversas, onde são divulgados materiais de orientação.

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