Proibição do uso de quadras sintéticas de futebol traz impactos ao setor

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Sidnei Antunes Lissarassa, proprietário do LM Ball, junto ao Rancho LM, conta que teve que desligar os dois colaboradores. Foto: Oda Kotowski/JM

O uso de quadras de Futebol Sintético (Society) em Santo Ângelo segue proibido para a prática do futebol como esporte coletivo. Desde 15 de março deste ano, os aluguéis de quadra estão parados e trazem impactos ao setor, que ainda espera um decreto que libere as atividades.

Sidnei Antunes Lissarassa, proprietário do LM Ball, junto ao Rancho LM, conta que teve que desligar os dois colaboradores – o da manutenção e limpeza e outro que era atendente de horários. “Não tivemos outra opção além de demitir. Já estamos a quase 60 dias com as atividades paralisadas e na minha opinião as atividades esportivas, incluindo os campos de futebol, deveriam continuar porque são consideradas saudáveis. Aqui na quadra sintética são apenas 14 pessoas num espaço medindo 20 x 40 metros”, afirma.

Lissarassa não divulgou o prejuízo até o momento, mas disse que a agenda possuía entre 3 e 4 jogos por noite. O espaço também era alugado para festas sociais aos finais de semana. Aluguéis que agora não entram mais. “Gostaríamos que as autoridades revessem a abertura destes espaços. Enquanto isso não acontece estamos respeitando as orientações sanitárias”, diz.

Antônio Rebolho e Mara Lídia Telles Pires são sócios no Fut Beer Society, quadra que fica no complexo Adhara, fechada desde 18 de março, “sem receita nenhuma”, diz Antônio.

O local, além de usado para os treinos da Escola do Grêmio em Santo Ângelo, também era alugado para jogos. Eles negociaram desconto no aluguel, mas, mesmo assim, assim tem de pagar algum valor. “No momento temos que se ajudar dentro das possibilidades de cada um”, destaca.

Antônio lamenta, porque, apesar de em algum momento serem liberadas atividades coletivas, “pessoas ficarão com receio, medo”, avalia. “Segundo o governador, nas cidades com bandeira amarela, estão liberadas atividades coletivas, mas Santo Ângelo está em bandeira laranja”, pondera.

Para ele, futebol não é só lazer, é importante para a prática de atividade física, “a OMS recomenda a prática diária para manutenção da saúde”, acrescenta.

Proprietário da Arena Piaia, Etacir Piaia sugere que Executivo Municipal se reúna com os donos de quadras para chegarem a uma resolução. “Acredito que o prefeito poderia se reunir com os donos de quadras para ouvir as demandas e pensarmos em uma solução”, diz.

O prejuízo, segundo ele, varia de 3 a 4 mil reais por mês, com a limpeza, manutenção e gerador. “Tem de manter mesmo entrando nada”, acrescenta. “Enquanto isso, a gente vai se virando”.

As quadras não são a única renda de Etacir, porém, duas famílias dependem do movimento na Arena Piaia. “O bar é alugado, com os jogos suspensos, são duas famílias que acabam ficando sem o rendimento das vendas de bebidas e lanche”, justifica.

 

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