Secretaria de Agricultura já abriu cerca de 80 bebedouros

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Equipes das secretarias municipais identificam os problemas e auxiliam as comunidades rurais. Foto: Rodrigo Bergsleithner/AI Prefeitura de Santo Ângelo

Os prejuízos sentidos nas atividades agropecuárias ultrapassam a cifra dos R$ 116 milhões, segundo laudo técnico do setor primário. Santo Ângelo teve emergência homologada pelo Estado em razão da estiagem

Está publicado no Diário Oficial do Estado da última quinta-feira, 17, o decreto de homologação da situação de emergência no meio rural de Santo Ângelo em razão da estiagem que provoca prejuízos milionários no setor primário. O documento que reconhece a emergência segue agora ao Ministério do Desenvolvimento Regional para homologação da União.

O decreto que declara Santo Ângelo em situação de emergência pelo longo período sem chuvas foi encaminhado ao Estado pelo prefeito Jacques Barbosa, após exaustivas reuniões com lideranças e técnicos do setor primário, para avaliações dos prejuízos e a definição das ações do Governo Municipal para mitigar problemas como a dessedentação dos animais e abertura e limpeza de bebedouros e açudes nas propriedades rurais.

Segundo os técnicos que integram a força tarefa de enfrentamento à estiagem, os prejuízos na safra de grãos, na pecuária leiteira e de corte e na produção de hortifrutigranjeiros ultrapassam a cifra dos R$ 116 milhões. Conforme laudo técnico, a cultura da soja foi a mais afetada com perdas de 60% na produtividade e um prejuízo avaliado em mais de R$ 110 milhões. A produtividade média inicial estimada em 60 sacas por hectare caiu para 24.

O coordenador das Agroindústrias e das Associações de Produtores da Secretaria Municipal da Agricultura, Diomar Formenton, informou que foram abertos em torno de 80 bebedouros no meio rural e que 20 agricultores estão inscritos e aguardam para os próximos dias a execução dos serviços. “A falta de água para a dessedentação dos animais é muito grave. Outra preocupação é a utilização da água dos poços artesianos comunitários para os animais. Isso poderá provocar problemas no abastecimento humano”, afirmou.

Na produção leiteira o prejuízo estimado é de mais de R$ 950 mil. O clima seco e as temperaturas altas dos últimos três meses provocaram queda na produtividade e elevação nos custos de produção. “Em números avaliados nos últimos 30 dias, houve uma redução estimada de 792 mil litros de leite na produção, um prejuízo de R$ 950.400,00. Os prejuízos também estão sendo sentidos na pecuária de corte, com redução do ganho de peso corporal, baixos índices reprodutivos, repercutindo no desenvolvimento dos animais”, declarou Formenton.

“A homologação é um alento à situação difícil vivida pelos nossos agricultores e para a economia do município que já sente os reflexos da crise provocada pela estiagem. De parte do Governo Municipal, tomamos todas as medidas possíveis para minimizar os efeitos da falta prolongada de chuvas. Estamos mobilizados, trabalhando junto ao agricultor e auxiliando de todas as formas para mitigar o impacto na propriedade rural”, afirmou o prefeito Jacques.

Segundo o chefe da Defesa Civil de Santo Ângelo, Adelar Cavalheiro, a situação de emergência do município deverá ser reconhecida pelo Governo Federal, pois a declaração de situação anormal está em consonância com os critérios estabelecidos pela União.

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