12ª CRS: confirmação do nome do novo coordenador regional de Saúde gera polêmica no PMDB

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Para o vereador Vando Ribeiro, oficialização de Maristane Almeida, que não se confirmou, era certa

Depois de a enfermeira Maristane Almeida ter sido anunciada como a nova coordenadora da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde, com sede em Santo Ângelo, o decreto divulgado no Diário Oficial do Estado de quinta-feira (12) gerou polêmica no PMDB. O professor, ex-prefeito e ex-secretário de Saúde de Roque Gonzales Antônio Pedro Sarzi Sartori foi oficializado como o novo coordenador regional de Saúde.

A indicação, conforme o prefeito de Roque Gonzales Sadi Wust Ribas (PMDB), se deu a partir de uma conversa com prefeitos do PMDB da região, além dos coordenadores da região, da vice-prefeita de Santo Ângelo, Nara Damião, do vereador Vinícius Makvitz e também do vereador Osvaldir Ribeiro de Souza, o Vando. “Acho que quem ganha com essa indicação, que foi aceita pela Casa Civil e pelo governador do Estado, é o PMDB regional”, frisa.

Sadi destaca que as principais negociações ocorreram com a vice-prefeita Nara Damião, que, segundo o prefeito, ressaltou que já havia duas indicações locais. “Acredito que sejam pessoas qualificadas, mas os prefeitos da região se reuniram e chegamos ao consenso de que Sartori seria o melhor nome. Fizemos um documento e entregamos a Edson Brum (atual presidente da Assembleia Legislativa), em Porto Alegre. Sartori foi uma aceitação unânime entre os prefeitos do PMDB e também dos demais partidos”, comenta.

Ele ressalta ainda que o envolvimento da vice-prefeita Nara Damião na escolha foi isento. “Ela disse que não participaria, mas até pediu a Sartori para que ele fosse adjunto. Mas foi um consenso das lideranças do PMDB da região e tenho para dizer que quem sairá ganhando serão o PMDB e as pessoas da capital missioneira.”

O OUTRO LADO
O vereador Vando se mostrou não apenas surpreso, mas também insatisfeito com o anúncio do novo coordenador regional de Saúde. Principal defensor do nome da enfermeira Maristane para assumir o cargo, ele diz que a coordenadoria das Missões e diretório municipal do PMDB já haviam indicado a profissional e tinham a confirmação do próprio secretário estadual de Saúde, João Gabbardo, de que seria ela quem assumiria.

“No entanto, alguns prefeitos da região pegaram algumas assinaturas e fizeram outra indicação por conta própria, o que acabou gerando toda essa confusão. Nós indicamos o nome de Maristane por vários motivos, mas principalmente pela questão técnica. Ela é daqui e conhece as realidades do Hospital Santo Ângelo e da Saúde do município e da região. O nosso HSA é referência de atendimento para as Missões e não há ninguém melhor que ela, que conhece essa realidade, para assumir essa função”, destaca.

Ele frisa que a surpresa com a notícia foi negativa, porém relembrou que essa não é a primeira vez que uma situação parecida ocorre. “Já vimos isso no governo Britto e depois no governo Rigotto. A realidade da atual situação é que a vice-prefeita de Santo Ângelo não aceitou nossa indicação e se juntou aos líderes da região, fazendo um trabalho por baixo dos panos e derrubando a indicada daqui”, diz. Porém, Vando acredita que o governo “vai corrigir o equívoco cometido por pessoas que estão olhando para uma política pequena. Já fizemos uma ação e mandamos toda a documentação para a coordenadoria do PMDB para que o governo reconsidere esse ato malfeito”. Procurada pelo JM, a vice-prefeita Nara Damião optou por não se manifestar.