25% do efetivo da BM é composto por mulheres

0
126

Fens atuam no policiamento, em operações especiais, no setor administrativo, inteligência e outros

Elas limpam a casa, fazem comida, cuidam dos filhos, fazem companhia aos maridos e ainda ajudam a manter a segurança da cidade. As policiais femininas, também chamadas de Fens, representam em torno de 25% do efetivo policial que compõem a Brigada Militar de Santo Ângelo.

Dos 163 PM’s, 40 são mulheres e realizam as mesmas atividades que os homens policiais. Na área de abrangência do 7º Regimento de Polícia Montada (RPMon), que compreende 11 municípios, também há a presença de mais 13 mulheres.

REGIME DIFERENCIADO

As primeiras Fens foram incorporadas à BM em 1995. Segundo recorda o comandante do 7º RPMon, Major Jacob Aristeu Pinton, na época os cursos de preparação das policiais eram separados dos homens. “Elas também trabalhavam em regime diferenciado com horários especiais e somente a partir das mudanças internas da BM elas passaram a realizar todas as atividades de policiamento, inclusive integrando o Pelotão de Operações Especiais (POE)”, conta.

ATUAÇÃO EM TODAS AS ÁREAS

Pinton diz que as policiais atuam em todas as áreas, exceto guarda em presídios. “Portanto, elas atuam em salas de operações, no policiamento ostensivo, em operações especiais, em atividades de inteligência policial, no setor administrativo e no Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), entre outros”, observa.

TREINAMENTO IGUAL AO DOS HOMENS

Atualmente a formação e o treinamento diário das mulheres são os mesmos que dos homens. “Elas usam as mesmas armas e técnicas, diferentemente da década de 90 onde elas usavam revólveres com cano curto. Hoje, a presença das Fens em abordagens e revistas femininas evita o constrangimento, embora em caso de suspeita e flagrância a lei permite a busca pessoal feita pelo policial homem, o que tecnicamente não é aconselhável”, destaca.

No 7º RPMon, as policiais ocupam as posições de soldados e sargentos. “Já tivemos uma capitã que hoje está em Santa Rosa e uma tenente que está fazendo curso para capitã”, enfatiza Pinton.

PM’s MULHERES

Uma das soldados é Ângela Bohn, que ingressou na BM em 2000 e antes de vir a Santo Ângelo trabalhou em Novo Hamburgo e Caxias do Sul. “A nossa presença na Brigada é positiva. Conquistamos este espaço e temos muito a conquistar, como por exemplo uma comandante geral que ainda não temos”, fala.

Trabalhando com ocorrências de maior risco, no POE, está a 2º sargento, Márcia Ruchel. Na ausência do comandante do Pelotão, Tenente Joaquim Monteiro, ela ajuda a comandar os policiais. “A presença da mulher na BM é fundamental. Não dá para imaginar a corporação sem a figura feminina, tanto no atendimento de ocorrências como nas atividades de apoio e ensino”, finaliza.