46 prisões em um mês

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Policiais do 7º RPMon atribuem bom resultado a forte ação repressiva do policiamento ostensivo

Só no mês de janeiro a Brigada Militar (BM) de Santo Ângelo, por meio dos policiais do 7º Regimento de Polícia Montada (7º RPMon) e do Pelotão de Operações Especias (POE), realizaram 46 prisões. Deste número, 30 das prisões foram de foragidos, mandados de prisão e procurados do sistema prisional e 16 prisões foram por flagrantes de delitos. A média foi de 1,53 prisão por dia no mês de janeiro em Santo Ângelo, resultando em uma alta eficácia dos policiais da Brigada Militar.
Conforme o Capital Régis Copetti, comandante interino do 7º RPMon, houve ainda, inúmeros casos em que os policias efetuaram a prisão e condução de suspeitos até a Delegacia de Polícia, no entanto, não ocorreu prisão em flagrante. “Isso não quer dizer que eles ficarão impunes, pois é instaurado um inquérito policial para investigar os fatos”, declara.

EFICÁCIA EM  PRISÕES
O 7º RPMon atribui a alta eficácia de prisões em janeiro como sendo o resultado de uma forte ação repressiva realizada pelos policiais do policiamento ostensivo, que fazem o patrulhamento de rotina e abordagens. “Eles fazem também buscas a essas pessoas que nós sabemos que estão em condição de foragido ou, com mandado de prisão expedido. Toda essa alta produtividade se deve, principalmente, a uma característica do atual comando do 7º RPMon, que está dando uma grande relevância e importância para o Setor de Inteligência (SI) da Brigada Militar, então, os policias deste setor, vão adiantando a análise de dados e captando informações para alimentar os policiais fardados. Tudo isso, faz com que a gente tenha um resultado altamente positivo na captura de foragidos e na prisão de pessoas que tem mandado de prisão expedido”, comemora o Capitão

FORMA DE TRABALHO
A grande maioria das prisões ocorreram devido ao levantamento de dados e informações do SI, e uma pequena parte foi decorrente de situações de abordagens de rotina. “Algumas das 30 prisões de foragidos dizem respeito a pessoas que estavam recolhidas ao sistema penal do regime semiaberto e descumpriram, passando a condição de foragidos. Mas, a grande maioria, são pessoas que cometeram um crime e existia um mandado de prisão sobre elas, ou seja, elas não haviam sido capturadas ainda pela polícia”, explica Copetti.

SANTO ÂNGELO É EXEMPLO
Houve um tempo em que o Comando-geral da Brigada Militar, de Porto Alegre, realizava um controle e análise, de cada município, com o número de prisões. “Santo Ângelo sempre esteve, entre os municípios de 80 a 100 mil habitantes, como um dos locais em que a BM mais efetuava prisões. É uma característica dos policiais militares do 7º RPMon daqui”, relata.

LEI FRAGILIZADA
Ao mesmo tempo em que a média de prisões elevada gratifica os policiais, também frustra. “Temos que trabalhar muito a questão motivacional do policial militar que está na rua em busca de indivíduos criminosos. Muitas vezes parece um trabalho que não tem fim. A gente prende, prende e prende, e o delito não tem fim. Via de regra, as pessoas que estão delinquindo, uma hora ou outra acabam presas, ou já foram presas. É um trabalho de muita persistência. O policial precisa ter uma grande capacidade de driblar a frustração. As leis do Brasil, hoje, estão muito frágeis. É difícil de o indivíduo seguir preso. Se eles param presos, é por pouco tempo e se saem da cadeia e voltam a praticar delinquências. O desafio é não deixar os policiais se desmotivarem”, finaliza Capitão Copetti.