60 crianças e adolescentes em abrigos aguardam o acolhimento de famílias

0
97

Crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, que estão em abrigos como o Lar do Menino e o Centro de Apoio, já podem ser adotadas temporariamente por uma família. Ao todo, em Santo Ângelo, há 60 jovens nessa situação.

O projeto de adotá-las por um período máximo de até dois anos é a proposta da Família Acolhedora. No programa, famílias da comunidade podem se cadastrar para receberem provisoriamente as crianças e adolescentes, como uma forma de proteção, quando se faz necessário o afastamento temporário de seu convívio familiar de origem.
O programa foi divulgado no último domingo no Brique da Praça, por um grupo formado por integrantes do Centro de Referência Especializada de Assistência Social, Conselho Tutelar, Secretaria de Assistência Social, Juizado da Infância e da Juventude, Promotoria da Infância e da Juventude, e Defensoria Pública.

Conforme o juiz da Infância e da Juventude, Luis Carlos Rosa, o cadastro de famílias começou em agosto deste ano. Até o momento, seis famílias já foram cadastradas e outras quatro encaminharam os documentos. Desse total, uma família já acolheu uma criança.

“O período que a criança fica com a família depende das necessidades da criança e do adolescente e das avaliações que ela irá receber”, disse ele, ao lembrar que a família que acolhe recebe o subsídio de um salário mínimo por mês, a fim de ajudar no custeio das despesas da criança ou adolescente acolhido.

“Uma família de acolhimento representa a possibilidade da continuidade da convivência familiar e comunitária em ambiente sadio, em que a criança e/ou o adolescente possam expressar sua individualidade e ter minimizado o sofrimento diante da crise que se coloca”, afirma Luis Carlos Rosa, ao destacar que a família acolhedora assume papel de parceiro no atendimento e na preparação para o retorno à família de origem ou encaminhamento em adoção. 

CRITÉRIOS PARA PARTICIPAÇÃO

– Pessoas maiores de 21 anos, sem restrição quanto a sexo e estado civil
– Idoneidade moral
– Nenhum membro da Família Acolhedora poderá fazer uso de substâncias psicoativas ilícitas
– Que o objetivo não seja o de adoção
– Concordância de todos os membros da família natural
– Residir no município de Santo Ângelo
– Disponibilidade de tempo e interesse em oferecer proteção e amor às crianças e adolescentes
– Parecer psicossocial favorável