A Caixa Econômica Federal já financiou um bom volume de recursos destinados ao crédito rural para a safra 2013/2014. Segundo informações da gerente de relacionamento da Caixa Econômica Federal de Santo Ângelo, Vera Lúcia Niewinski, responsável pelas opera

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A matéria-prima da típica bebida do gaúcho, o chimarrão, está mais cara no Estado. O valor deve subir ainda mais até o final do ano, período em que a planta chega à entressafra.
Desde janeiro, o preço da erva-mate calculado pelo Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (Iepe/UFRGS) teve alta de 31,11%. E em quatro anos, a erva-mate está custando o dobro. Já para o consumidor, nos últimos 6 meses houve uma alta em torno de 55%, conforme afirma o gerente do Supermercado e Fruteira São Luiz, Luiz Alberto Reis.

PEQUENA QUEDA NAS VENDAS
Mesmo com o preço cada vez mais alto a comunidade santo-angelense não deixou de consumir o produto. “As pessoas continuam comprando, a queda nas vendas não chega a 10%. Quem gosta está comprando da mesma forma”, explica Luiz.

VARIAÇÃO DE PREÇO
Os preços no varejo podem variar de R$ 7,80 a R$ 11,69 das marcas mais vendidas. “Acredito que o chimarrão ainda é um dos hábitos mais baratos. As vendas tiveram uma pequena queda, porém observamos que aumentou a procura por cuias menores, o que pode indicar apenas uma mudança no comportamento daqueles que saboreiam a bebida”, diz o gerente de vendas do Supermercado Pag Menos, Nilton Lima Martins.

O QUE DIZEM OS SANTO-ANGELENSES
Os consumidores reclamam do valor, contudo não pensam em parar de apreciar a típica bebida do sul do país. “Não costumo beber muito mate, mas tenho sempre em casa, porque todo mundo gosta. O que fazemos é deixar o chimarrão mais curto”, conta a aposentada Elza Maria de Lima.

Para a montadora, Michelle Ferreira o preço está um absurdo, entretanto “continuo tomando, pois ainda não encontrei uma saída para não gastar tanto”. O garçom Gilson Cargnelutti divide com os colegas de trabalho a compra da erva-mate. “O problema é que o preço da erva de boa qualidade está alto. Diminuí o consumo em casa, mas no trabalho todos ajudam a comprar”, ressalta Gilson.
Orélio da Silva, que está encaminhando sua aposentadoria, já descobriu o motivo da alta no preço da matéria-prima do chimarrão. “Como ninguém mais planta erva-mate, o valor obrigatoriamente sobe. Eu não consegui diminuir e acho que só vai continuar comprando quem realmente tiver o ‘vício’”, comenta.