Administrador orienta como controlar o orçamento familiar em tempos de crise

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Bernardo Both aponta sugestões para que as famílias consigam fazer a gestão de suas despesas

O período é de crise econômica do país é, para muitas famílias, o momento de “revisar” o orçamento familiar para que consigam fazer a gestão de suas despesas, sem acabar o mês no “vermelho”. Conforme o coordenador do Curso de Administração da URI – Santo Ângelo, professor Bernardo Both, dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), de março de 2016, apontam que 39,64% da população brasileira se encontra em situação de inadimplência. De acordo com informações do Banco Central, também de março de 2016, o conjunto das pessoas físicas do Brasil devia R$ 1,516 trilhões, com aumento de 6,2% nos últimos doze meses, sendo que 60% das pessoas não sabem quanto devem e 36% não sabem para quem devem. “Resumindo, este não é um problema pequeno. A gestão do orçamento familiar é coisa muito séria, e em épocas de crise, se acentua tal necessidade”, salienta.

CONTROLE
O professor aponta algumas sugestões para que as famílias consigam controlar seus orçamentos, entre elas: saber qual a renda da família; fazer um planejamento completo dos gastos mensais (despesas fixas, prestações, etc); controlar os desembolsos diários, anotando absolutamente tudo o que é gasto, se possível por categoria (alimentação, energia, pequenas despesas, prestações, etc); mensalmente, ou até semanalmente, verificar se o que foi gasto está dentro do previsto; não comprar nada que não está previsto, a não ser em caso de absoluta emergência; procurar desenvolver uma disciplina financeira.

PRIORIDADES
Quanto às contas que devem ser priorizadas, Both explica que “cada família tem uma realidade. Mas todas as famílias têm gastos mensais dos quais não podem fugir (alimentação, energia, água, etc). Mas mesmo estes gastos também podem ser reduzidos, mudando a marca de produtos, fazendo pesquisa de mercado, economizando energia, e outras ações que farão a diferença no orçamento”. A dica do profissional é que depois de cumpridas as despesas fixas, o pagamento das contas com as maiores taxas de juros seja priorizado.

CORTE DE DESPESAS
No que se refere ao corte de despesas, o professor orienta que cada família deve adequar o orçamento à sua renda. Mas destaca que “o que normalmente desequilibra os orçamentos das famílias são prestações de compras a prazo, onde estão embutidos juros altos; o cartão de crédito, que chega a cobrar juros de até 20% ao mês; o hábito de rolar as dívidas, sem enfrentar a situação, são fatores que vão desequilibrando os orçamentos”.

Segundo Bernardo Both, há algumas dicas que toda família deveria adotar, confira abaixo:

DICAS BÁSICAS

1. Saber quanto deve, para quem deve, qual a taxa de juros, qual o prazo de pagamento, qual é o comprometimento mensal atual (soma das prestações atuais), qual é a renda líquida da família;

2. Saber exatamente para onde está indo o dinheiro – Fazer um levantamento de todos os desembolsos mensais. É importante que nesta tarefa estejam envolvidos, se possível, todos os membros da família, para buscar o comprometimento de todos;

3. Fazer um controle, anotando todos os gastos, e no final do mês comparar o realizado com o previsto. Neste momento, novamente fazer os ajustes para adequar o orçamento à realidade de família.

4. Se no levantamento dos itens 1 e 2 constatou-se que não é possível pagar as dívidas com o orçamento atual, procure renegociar com os credores, alongando o prazo e reduzindo as taxas de juros. Se necessário, procurar ajuda. A URI tem a Empresa Inovação Junior, que pode auxiliar na tarefa de levantar a situação, levantar as taxas de juros, etc.