Aeroclube de Santo Ângelo possui curso de Voo por Instrumentos

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Em breve, os alunos do curso poderão usar um simulador de voo nas aulas

O que pode fazer o piloto de avião quando as condições climáticas não são favoráveis? Ou quando não há visibilidade em meio às nuvens? Continuar o voo, sem dúvidas. Isso é possível através do Voo por Instrumentos, que é quando o piloto utiliza apenas os controladores e as referências do painel para manter o avião no ar, sem nenhum contato visual. Essa modalidade também é desenvolvida em voos de longa distância.

Em Santo Ângelo, o Aeroclube possui um curso de Voo por Instrumentos, que recebe alunos de várias partes do Brasil. Segundo o diretor do Aeroclube de Santo Ângelo, Paulo Dalla Porta, o curso começou a ser desenvolvido na Capital das Missões, no dia 19 de dezembro. Os requisitos para ingressar nas aulas é ter curso de piloto privado, ou curso teórico em IFR, que é a sigla em inglês para o voo por instrumentos. “Já fizeram o curso três alunos, sendo que, um deles veio de Florianópolis, um de Catuípe e outro aqui de Santo Ângelo. Atualmente 10 alunos estão fazendo o curso com os nossos instrutores”, comenta.

Em 30 dias, o Aeroclube irá implantar uma novidade: um simulador de voo, que possibilitará a mais pessoas realizar o curso. “O simulador de voo vai baratear o nosso curso, que é de cerca de R$ 20 mil atualmente. Com isso, ficará em torno de R$ 13 mil”.

O VOO

Para não ficar na dúvida, a reportagem do Jornal das Missões decidiu experimentar a sensação de participar de um voo por instrumentos, junto aos instrutores do Aeroclube de Santo Ângelo, Vitoldo Taicowski e Sandro Palinski.

Decolamos sem maiores dificuldades em uma tarde ensolarada de janeiro. Uma vez no ar, os instrutores cobriram o pára-brisa do avião com uma capa cinza, que simula um voo no meio de nuvens. Pelo rádio e através do painel, Sandro, o piloto, realizou todos os procedimentos de voo, sem enxergar o que tinha em sua frente. Sobrevoamos, inclusive, o centro de Santo Ângelo. Apenas na hora do pouso, no limite do possível, a capa foi retirada do pára-brisas e pousamos sem nenhum incidente.

Para isso, o piloto também segue uma cartilha e um mapa, que mostra todas as aerovias e os procedimentos corretos de decolagem e pouso, indicando altitude, velocidade e posicionamento correto da aeronave.

Segundo Palinski, piloto e instrutor de voos de Santo Ângelo, para trabalhar na aviação atualmente é necessário saber voar apenas com os instrumentos. “Sem conhecer muito bem os instrumentos, tu não voa”, relata.