Até o momento, Iesa investiu mais de R$ 1 milhão na implementação do curso de Odontologia

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Instituição esperar receber em fevereiro visita de avaliadores do MEC

Com investimento superior a R$ 1 milhão até o momento, o curso de Odontologia do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (Iesa) já está com quase tudo pronto e aguarda para fevereiro a visita do Ministério da Educação para a liberação das vagas para o início do curso. A Clínica Escola de Odontologia já está concluída e conta com 20 gabinetes de última geração, incluindo uma Central de Material Esterilizado e Sala de Radiologia Odontológica.

Além da clínica, já estão concluídas a Pré-Clínica e o Laboratório de Materiais Dentários. “O curso prevê ainda a utilização dos laboratórios já existentes no Iesa, como o de Anatomia e Microscopia, que contarão com um moderno sistema de aulas em 3D, além dos laboratórios de Bioquímica, Biologia Molecular, Microbiologia e Parasitologia e Fisiologia Humana. A previsão é de implementar ainda um Banco de Dentes Humanos e construir uma nova Clínica Odontológica e um Bloco Cirúrgico, após o curso completar dois anos”, explica o diretor da CNEC/Iesa, Antonio Ternes.

O curso de Odontologia foi aprovado pelo Conselho Superior do Iesa no Plano de Desenvolvimento Institucional 2011/2015. Toda a construção do projeto deu-se neste período. No entanto, o sonho nasceu ainda com o professor José Barcaro, diretor do Iesa que faleceu em 2009.

VESTIBULAR
Se a visita do MEC se efetivar em fevereiro, a previsão, conforme o diretor Antonio Ternes, é de realizar o vestibular para o curso de Odontologia ainda em 2015. “A direção, juntamente com a Mantenedora e o Conselho Superior do Iesa, avaliará a possibilidade de ofertar vagas para o Vestibular de Inverno de 2015. Caso contrário, será ofertado no Vestibular de Verão de 2016”, frisa.

O curso terá duração de cinco anos, o que totaliza dez semestres. A solicitação do Iesa é de disponibilizar 40 vagas anuais.

QUADRO DE PROFESSORES
O grupo de professores já está formado. Serão 14 professores e a coordenação do curso está a cargo de George Herbert Ruschel. “As próximas seleções ocorrerão a partir da abertura de editais de seleção”, expõe Ternes.

PASSO A PASSO PARA A IMPLEMENTAÇÃO DO CURSO
O primeiro passo para implementar um novo curso superior é solicitar a autorização para a criação ao Ministério da Educação. O trâmite todo é regulado e controlado pelo MEC. Desde 2014 o Ministério criou períodos específicos para isso, e somente em dois momentos do ano é possível solicitar novos cursos.

“No caso do curso de Odontologia, a CNEC/Iesa fez a solicitação em março de 2014. Desde lá, já foram vencidas várias etapas, todas atendidas satisfatoriamente. O próximo passo que aguardamos é a visita in loco por dois avaliadores do MEC/Inep. Nesta visita, precisamos alcançar no mínimo conceito 3, na escala de 1 a 5, para podermos iniciar o curso”, esclarece o diretor.

Depois da visita, o Conselho Regional de Odontologia será ouvido, de forma consultiva, e depois disso o MEC publicará ou não a portaria autorizando o início do curso. “Aí, sim, podemos oferecer o Vestibular. Tínhamos expectativa de que todo este processo pudesse ser vencido durante o ano de 2014, o que não ocorreu. Atribuímos o atraso à realização da Copa, já que naquele período tudo esteve parado, e também às eleições”, conta o diretor.

NECESSIDADE REGIONAL
“O crescimento e ampliação da atuação do Iesa na área da Saúde vêm sendo planejados há anos. Neste sentido, identifica-se um potencial para a implantação do curso de Odontologia, tendo em vista a carência de profissionais, mas principalmente a extensa área na região sem curso de Odontologia, o que faz com que nossos jovens precisem se deslocar para ter acesso a este curso”, relata o diretor.

Segundo ele, na região das Missões, dos 25 municípios, cinco não contam com a atuação de profissionais odontológicos e somente quatro possuem mais de dez profissionais cadastrados. “Esta carência de atuação fica ainda mais evidente com a proporção geral de um dentista para cada 1.053 moradores da região, o que expõe e justifica a implantação do curso de Odontologia, com a necessidade de qualificação de novos profissionais para suprir a demanda”, explica.

A carência é ainda mais expressiva tendo em vista a inexistência de curso de Odontologia não apenas na região das Missões, mas em oito regiões do Estado do RS, próximas geograficamente a Santo Ângelo, nas fronteiras Oeste e Noroeste, o que totaliza 120 municípios.