Atriz pornô fala sobre sua profissão

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Pâmela Dias, 24 anos, está fazendo shows de striptease na boate Feiticeiras desde a semana passada

Moralidade, tabu e preconceito ainda são desafios para uma das profissões mais polêmicas, pelo menos aos olhos de quem vive longe dos grandes centros. É o trabalho de atriz e modelo pornô.

Desde a semana passada, uma dessas profissionais está fazendo shows de striptease na boate Feiticeiras, em Santo Ângelo, e contou à reportagem do JM sobre algumas de suas experiências.

TRABALHOS REALIZADOS

Pâmela Dias, 24 anos, é natural de Santa Maria. Já gravou dois filmes pornô para a produtora Brasileirinhas e, em 2009, foi capa da revista masculina Private. Neste ano, foi convidada para posar nua para a revista Sexy. “Para ser capa da Private recebi um cachê de R$ 6 mil, mas sei que tem atrizes que chegam a abrir mão do cachê apenas para se lançar na mídia e se tornar famosa. O meu trabalho sempre foi muito profissional. Para cada filme que gravei recebi apenas R$ 1 mil. Isso é muito pouco e uma experiência que não quero repetir”, diz Pâmela, afirmando que não recebeu comissão pela venda das revistas e nem dos filmes.

RELAÇÃO COM A FAMÍLIA

Pâmela foi descoberta em uma casa de shows em Santa Maria. Para ela, o cansaço das viagens é o maior problema. Pâmela tem contratos fechados com casas noturnas até janeiro de 2013 para fazer shows de streptease. Para cada show recebe R$ 350. “No início minha família não concordava por causa da exposição. Ainda há algumas pessoas preconceituosas, principalmente mulheres casadas”, destaca.

MÃE DE UM FILHO

Pâmela trabalha nesta profissão desde os 19 anos. É mãe de um filho de nove anos e fala que optou por este caminho em razão de dificuldades financeiras que enfrentava. “Já consegui comprar uma casa e um carro e ajudo a sustentar minha família”, explica.
Os shows de Pâmela são marcados por muita sensualidade, performances em poli dance, fantasias sensuais e striptease completo.