Audiências dos réus presos na Operação Brothers serão concluídas em março

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Nesta semana, no Fórum, 20 pessoas foram ouvidas

Pouco mais de um ano depois de a Polícia Federal de Santo Ângelo desbaratar as ações de um grupo acusado de envolvimento com o tráfico de drogas, 20 dos 29 réus foram ouvidos em audiências realizadas na segunda (25) e terça-feira desta semana, na sala do júri, no Fórum. Desencadeada no dia 14 de agosto de 2012, com o apoio da Polícia Civil e da Brigada Militar, a operação que prendeu os acusados foi denominada Brothers, em alusão ao fato de os três líderes do grupo, residentes em Santo Ângelo, serem irmãos – eles têm 41, 37 e 25 anos. Na cidade, foi efetuado um total de 13 prisões.

A Polícia Federal começou a investigar o grupo aproximadamente um ano antes de a operação ser desencadeada. A investigação ocorreu por meio de escutas telefônicas e campanas e, neste período, foram retirados de circulação aproximadamente 80 quilos de crack e cocaína e 94 quilos de maconha. “A droga vinha de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, com destino a Santo Ângelo, e além daqui era distribuída em municípios como São Luiz Gonzaga, Santiago, Santa Maria e Jaguari, entre outros”, diz o promotor que atua no caso, Márcio Rogério de Oliveira Bressan, da 1ª Promotoria de Justiça Criminal. Integrantes do grupo também são acusados de lavagem de dinheiro e porte de armas e munição. Alguns dos réus estão presos, mas por outros processos – o restante está em liberdade.

O caso tramita na 1ª Vara Criminal de Santo Ângelo e, de fevereiro até julho deste ano, foram ouvidas testemunhas – tanto arroladas (indicadas) pelo Ministério Público quanto pela defesa – e policiais que atuaram nas investigações. Outros sete réus – dois estão foragidos – seriam ouvidos na terça e quarta-feira desta semana, mas as audiências foram transferidas para 14 de março. “Até então, os réus só tinham sido ouvidos na investigação policial, no inquérito. Agora foi o momento de eles se manifestarem em juízo. Esta fase, de interrogatório dos réus, é uma das derradeiras do processo”, afirma Márcio.

ALEGAÇÕES

Encerrada esta fase, serão apresentadas as alegações e manifestações finais do Ministério Público e da defesa dos réus – os acusados negaram, nas audiências, envolvimento nas práticas ilícitas. Depois, será dada a sentença, podendo-se, ainda, recorrer em instâncias superiores. “Este comportamento, de negar envolvimento, ou de manifestação defensiva, ele é comum, é tradicional neste tipo de delito. É uma estratégia e respeita-se a posição dos réus, até porque negar é um direito deles. Mas há elementos que demonstram exatamente o contrário e isso vai ser apresentado, posteriormente, na fase das alegações”, finaliza o promotor.