Autoridades destacam importância da feira para Santo Ângelo, a região e o Estado

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No seu discurso na abertura da 16ª Fenamilho, o prefeito de Santo Ângelo, Valdir Andres, que já presidiu uma edição da feira, disse que quando olha para o Parque Siegfried Ritter, lembra de sua criação, 30 anos atrás. “Este parque foi fruto do trabalho de uma comunidade, de uma decisão corajosa”, afirmou.

Sobre a feira, Valdir Andres disse que “o foco nos negócios é uma demonstração de competência e visão de futuro. A decisão de colocar valores adequados para acessar o parque merece elogios. Esta feira tem que ter o cheiro e a presença do povo santo-angelense. A maioria da população apoia esta democratização da Fenamilho”.

O prefeito de Santo Ângelo destacou ainda que foram investidos aproximadamente R$ 500 mil no Parque Siegfried Ritter desde o início deste ano, mas que é preciso remodelar o espaço, após 30 anos de sua criação. Andres falou da necessidade de utilizar mais o Parque da Fenamilho, para que o espaço sirva à população.

O presidente da Assembleia Legislativa, Pedro Westphalen, falou da função da AL, que é “atender os interesses de todos e prestar um serviço à população”. Destacou que em 2013 o Estado está tendo uma safra recorde, mas que “é fundamental o esforço de todos para que o estado tenha custos logísticos menores”.

O deputado federal Elvino Bohn Gass, representando a presidência da Câmara Federal, homenageou a todos que trabalharam para a realização da Fenamilho. “O momento de uma feira é também momento de reflexão, para onde estamos caminhando. E estou muito feliz, no momento em que o Brasil está cada vez mais afirmado com sua estabilidade interna, fazendo com que todas as regiões, em todas as áreas possam ter políticas públicas de desenvolvimento, com juros baixos que temos. Isto faz com que possamos ter um conjunto de políticas de governo que chegam para nós. Um exemplo é o programa Mais Alimentos, em que não vendemos na história tantos maquinários quanto agora para o agricultor. Temos o menor juro e a menor taxa de desemprego”, comemorou.

Já Luis Fernando Mainardi, secretário estadual da Agricultura, representando o governador Tarso Genro (que está na Palestina liderando comitiva gaúcha), falou que a agropecuária do RS e o agronegócio vivem momento especial. “Temos grande produção e preços altos”, disse.

Mainardi falou da evolução da feira e de sua relação com a agricultura. “Em 1954, quando começou esta feira, vivíamos momento de industrialização, de mecanização, e a feira começou a divulgar aquelas tecnologias. Se debateu o início do plantio direto, depois a oportunidade de se investir na propriedade a partir do crédito farto e barato. Agora estamos desafiados a trabalhar e implementarmos a quarta revolução, que é a tecnologia da irrigação”, acrescentou.

O secretário da Agricultura disse que o Rio Grande vive do agronegócio e este que impulsiona o seu destino. “Ano passado tivemos uma quebra enorme, quase 50% da safra de soja e de milho. Neste ano, como choveu bem e os preços estão bons, e há entendimento político acontecendo, esses três fatores nos conduzem a um momento ideal do agronegócio. Neste ano vamos crescer 6 ou 7%, o dobro do Brasil. Por esses fatores temos que trabalhar no sentido de garantir estabilidade”, afirmou, explicando que investir em irrigação é ter certeza na renda.

O último a discursar foi o santo-angelense João Augusto Ribeiro Nardes, presidente do Tribunal de Contas da União. Ele lembrou de algumas pessoas presentes que estavam na Expo100, em 1973. “Faço questão de lembrar esses momentos porque Santo Ângelo está cumprindo um momento histórico, no ano em que completa 140 anos e a Expo100 faz 40 anos”, disse.

“Eu não teria chegado à presidência do TCU se não tivesse essa cidade. Vim aqui dizer muito obrigado a Santo Ângelo e à sua população. É uma cidade que está na minha memória; não consigo esquecer desta cultura, deste povo. Valeu a pena esta luta do Toscani para fazer uma grande feira, de todos os presidentes, e valeu estar aqui para relembrar”, concluiu.