Bancos públicos e privados paralisam atividades a partir desta terça-feira

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Greve nacional dos funcionários de bancos públicos e privados inicia-se hoje sem prazo para terminar

Inicia-se hoje (30) a greve nacional dos bancários. Em busca de melhorias salariais, além de reivindicar mudanças quanto àquilo que consideram assédio moral por meio de metas abusivas, os funcionários de bancos públicos e privados entram em greve sem data definida para o término.

“Vamos esperar até que nos apresentem uma proposta que agrade à categoria. Só depois disso vamos debater a aprovação e o fim da greve”, ressalta o diretor financeiro do Sindicato dos Bancários de Santo Ângelo, Aldomir Foza.

PROPOSTA CONSIDERADA INSUFICIENTE
No último sábado (27), ocorreu a última rodada de negócios antes do início da greve. A Federação Brasileira de Bancos (Fenaban) apresentou uma nova proposta, que o Comando Nacional dos Bancários considerou insuficiente. O índice de reajuste para os salários e demais verbas salariais, antes de 7%, foi elevado para 7,35%, enquanto o aumento para pisos, antes de 7,5%, subiu para 8%.

Além disso, a proposta ignora as reivindicações sobre emprego, condições de trabalho, principalmente metas abusivas e assédio moral, segurança e igualdade de oportunidades.

“Essa proposta precisa melhorar frente aos lucros dos bancos. Ela continua sendo insuficiente, não somente na parte econômica, mas também porque não traz nada sobre garantia de emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, segurança bancária e igualdade. Mais uma vez deixamos claro na mesa de negociação que não faremos acordo sem que sejam contempladas soluções para as metas e o assédio”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

SANTO ÂNGELO
Os funcionários grevistas de Santo Ângelo realizaram ainda na noite de ontem (29) uma reunião com o objetivo de organizar os passos da greve e manter um diálogo unitário entre todas as frentes grevistas, tanto dos bancos públicos como dos privados.

“Se surgir uma nova proposta amanhã, debateremos em assembleia e, se julgarmos dentro das expectativas da categoria, vamos decretar o fim da greve, mas é importante que a proposta contemple todas as reivindicações e não apenas a salarial, pois buscamos muito mais que aumento”, frisa Aldomir.

ATENDIMENTO DURANTE A GREVE
Aldomir ressalta que os bancos estarão fechados, mas o atendimento nos caixas eletrônicos permanece normal, possibilitando à população efetuar o pagamento, desde que seja dentro do prazo. Nos casos em que a fatura ou boleto vencer, o cliente deverá esperar até o término da greve para poder quitar suas dívidas, tendo de arcar com os valores adicionais de juros enquanto a paralisação perdurar.

Boletos de água, luz, telefone, gás, financiamentos, impostos e títulos de cobrança em geral, dentro do prazo de vencimento, podem ser pagos via internet, caixa eletrônico ou rede 24 horas. Contas de luz, água, telefone e gás vencidas também podem ser quitadas. As concessionárias costumam cobrar juros e multas na conta do mês seguinte. Terminais de autoatendimento permitem fazer qualquer operação, mas há limite quanto ao valor de saques. Por razões de segurança, os limites são inferiores aos da “boca do caixa” e variam de banco para banco.

Operações acima de R$ 750 podem ser feitas via Transferência Eletrônica Disponível (TED), que faz o dinheiro cair na conta do destinatário no mesmo dia. Se não houver urgência, o cliente pode optar pelo Documento de Crédito (DOC), que tem limite de até R$ 5 mil e é liberado no dia seguinte.

“Foi decidida e publicada na última quinta-feira a greve, então esperamos que as pessoas tenham se organizado com suas contas, pois tiveram dois dias para isso. Mas, caso não aconteça e algum problema ocorrer, talvez os banqueiros percebam a importância de se chegar a um acordo”, ressalta Aldomir Foza.