Black Friday: “pesquisar ainda é o melhor remédio”

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Lojas já tem expostos na vitrine cartazes sobre a Black Friday . Foto: Daniele Angnes/JM

O tradicional dia de super ofertas dos estadunidenses (criada ainda na década de 60), Black Friday desembarcou no Brasil em 2010, de lá para cá, passou por fases de desconfiança e, aos poucos, vai caindo no gosto dos brasileiros. Neste ano, o dia será em 29 de novembro, já na próxima semana, mas quem circula pelas ruas do Centro e até navega pelos sites, pode perceber que a temporada de ofertas começou.

Essa tendência pode ser explicada pela situação econômica do país, que fez com que os empresários buscassem alternativas para estimular as vendas no período que não há uma data comemorativa que impulsione o comércio.

Valter Portalete, agente administrativo do Procon de Santo Ângelo. Foto: Daniele Angnes/JM

Porém, nem tudo que reluz é ouro. Na hora de comprar é preciso levar em consideração algumas orientações. O agente administrativo do Procon de Santo Ângelo, Valter Portalete diz que cuidados vão desde comparar preços, avaliar a necessidade de aquisição do produto e, na internet, evitar clicar em links estranhos e desconfiar de promoções absurdas em sites desconhecidos. “Quando se adquire um produto por meio on-line, há cuidados que precisam ser tomados, por exemplo, segurança (verificar se o site possui o cadeado na URL), cuidados com links de anúncios que vem por e-mail ou rede social”, diz ele. “É importante pesquisar em sites de reclamação sobre a postura da empresa, se há muitas reclamações, se atende alguns preceitos”, acrescenta.

LIQUIDAÇÃO, PROMOÇÃO E OFERTA

Palavras chaves que mexem com o consumidor. De acordo com Portalete, essas expressões atraem as pessoas a acessar uma oferta “sem pensar duas vezes”, diz. “Então o consumidor acessa o site, vê que o produto está com preço atrativo e compra sem tomar os devidos cuidados”, alerta. “Sempre afirmamos no sistema de defesa do consumidor do Brasil de que não existe almoço grátis. É bom tomar cuidado. Pesquisar ainda é o melhor remédio”, afirma.

Diferente do que ocorre nos Estados Unidos, que é queima de estoque, no Brasil, as promoções podem variar muito de acordo com cada empreendedor.

O QUE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO NA BLACK FRIDAY

Portalete diz que a principal recomendação ao consumidor é evitar o superendividamento. “Antes de comprar algo, faça a análise se o produto que está desejando adquirir é realmente necessário”, diz. “Às vezes as pessoas acabam adquirindo um produto por estar barato e entram no cheque especial, extrapolam o cartão de crédito. É preciso ter essa lógica do planejamento para não se endividar”, alerta. Uma vez que logo adiante vêm as promoções de Natal.

Orientações do Procon para a data
– Levar em consideração a necessidade de ter o produto para que não se endivide;
– Pesquisar preços (com antecedência, seja em loja física ou on-line);
– Avaliar se o site em que se fará a compra é seguro;
– Guardar todos os comprovantes e registros de compra (caso seja necessários recorrer ao direito do consumidor mais tarde);
– Consumidor deve sempre estar atento ao produto comprado em relação à qualidade.

TROCAS
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), a troca é uma prática comum após a compra, mas, por muitas vezes, é apenas uma cortesia de alguns estabelecimentos. Por isso, o consumidor deve estar atento à política de troca da loja para evitar futuros problemas. Somente produtos com defeitos de fabricação podem ser trocados a partir de um prazo específico após a data da compra.

Nas compras feitas na internet são asseguradas pelo CDC para troca. Portalete explica que nessa modalidade de compra o consumidor, por não ter acesso ao produto previamente, pode se arrepender da compra. “O prazo de arrependimento é de sete dias, a contar do recebimento do produto (sem que o consumidor tenha feito uso dele) ou assinatura do contrato”, completa.

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