Câmara aprova moção de apoio aos professores estaduais

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Professoras estaduais ocuparam parte do Plenário da Câmara de Vereadores de Santo Ângelo na Sessão Ordinária da última segunda-feira (28). Os profissionais de educação se mobilizaram para solicitar uma Moção de Apoio dos vereadores e acompanhar o pronunciamento da diretora do 9º Núcleo do Cpers, Marlene Stochero e da sua colega Maria Odila Malmann no espaço destinado às entidades.
Marlene relatou aos vereadores as deliberações da categoria na Assembleia Geral realizada em Porto Alegre no último dia 24, onde os professores optaram pela continuidade do movimento grevista. Ela reiterou a pauta de propostas não atendidas e lamentou a forma autoritária como o Governo do Estado tratou a categoria naquela oportunidade em frente ao Palácio Piratini.

Marlene disse que os professores querem apenas o cumprimento da Lei e das promessas de campanha feitas pelo então candidato Tarso Genro (PT).

REFORMA NO ENSINO MÉDIO

Depois a professora Maria Odila Malmann falou sobre o Projeto do Governo do Estado que pretende alterar o currículo do Ensino Médio. Para ela, tal mudança que transforma o Ensino Médio em formador politécnico de profissionais, “não passa de uma terceirização do estudo para formação de mão de obra barata para o empresariado, fazendo com que os alunos egressos da escola pública tenham desvantagem em relação àqueles que se formam em escolas particulares na hora do vestibular”.

Para finalizar a presidente Marlene Stochero pediu novamente o apoio dos vereadores para a causa dos profissionais de educação.

MOÇÃO DE APOIO

Logo após, a vereadora Lenir Diel (PP) fez um requerimento verbal para que seja feita uma Moção de Apoio à categoria. Tal pedido foi acatado e aprovado por todos os vereadores.

De sua parte, o presidente Paulo Azeredo (PMDB) lembrou que ainda no dia 20 de outubro passado ele protocolou uma Moção de Apoio encaminhada aos líderes de bancada da Assembleia Legislativa e ao secretário de Educação, solicitando o cumprimento da Lei do Piso Nacional pelo Governo do Estado. Conforme a Moção, a intenção era justamente evitar a greve e o consequente prejuízo aos estudantes. A Moção requerida verbalmente foi aprovada por unanimidade.