Câmara arquiva pedido de quebra de decoro parlamentar contra o vereador Gilberto Corazza

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Ao todo 12 edis acataram parecer apresentado pela Comissão Julgadora do caso

 A Câmara de Vereadores arquivou nesta semana o pedido de quebra de decoro parlamentar contra o vereador Gilberto Corazza (PT). A medida, que sepulta a denúncia feita pelo vereador Pedro Waszkiewicz (PDT), foi aprovada por unanimidade pelos 12 vereadores aptos a votar o pedido. Apenas não votaram os dois edis envolvidos no processo e o presidente da Câmara de Vereadores, Jacques Barbosa. Os vereadores acataram o parecer da Comissão Julgadora, formada pelos edis Arlindo Diel (presidente), Nader Hassan (relator) e Diomar Formenton (membro da comissão).

O vereador Gilberto Corazza disse que a decisão por unanimidade em duas instâncias (Comissão Julgadora e Parlamento) reflete que não houve quebra de decoro parlamentar. “Minha defesa foi bem fundamentada, mostrando que minhas denúncias, em momento algum, atingiram a imagem do Parlamento Municipal e dos vereadores”, diz ele.

Já o presidente da Comissão Julgadora, Arlindo Diel (DEM), salienta que com a decisão da Câmara se define essa questão. “Os vereadores seguiram o parecer da comissão, que deu três pareceres favoráveis ao arquivamento do pedido por falta de elementos para a configuração de quebra de decoro parlamentar”, explicou.

ENTENDA O CASO
O pedido, protocolado no dia 4 de julho, tinha sido aprovado para análise do Parlamento, por 11 votos, e teve como elementos a gravação de entrevista de Corazza em emissora de rádio na qual ele afirma que haveria na Câmara de Vereadores uma “indústria de diárias” e uma postagem no Facebook em que o parlamentar combinava com um amigo a armação de estratégias para colocar o vereador Pedrão na defensiva em relação ao abuso de diárias, usando o termo “roubo” do dinheiro público. O vereador Pedro Silvestre Perkoski Waszkiewicz disse que se sentiu ofendido com as declarações públicas do edil Gilberto Corazza.