Câmara de Vereadores e Comdasa discutem impactos da estiagem no município

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 A Câmara de Vereadores de Santo Ângelo esteve reunida na segunda-feira (9), com a Comissão Técnica do Comdasa – Conselho Municipal de Desenvolvimento Agropecuário de Santo Ângelo – para discutir os impactos da estiagem na produção agrícola do município.

O encontro foi aberto pelo presidente da Câmara, vereador Valdemir Ropcke (Nanaco) que manifestou a preocupação do Poder Legislativo com a estiagem que castiga a região e a solidariedade com os produtores agrícolas que vêm sofrendo perdas irreparáveis em decorrência da situação climática.

O secretário municipal da Agricultura, Diomar Formenton, apresentou uma avaliação da situação levantada pelo Fórum Técnico no Comdasa no dia 5 de janeiro e que, segundo ele, vem se agravando a cada dia de estiagem.

De acordo com os dados do Conselho apresentados na Câmara de Vereadores, a produção leiteira de Santo Ângelo já sofre uma redução de 30%; o milho sofre uma diminuição estimada em 70% e a soja em 40%. Com relação às reservas naturais de água, explicou Formenton, a Secretaria da Agricultura está providenciando a abertura de bebedouros em comunidades do interior, atendendo também diversas propriedades rurais onde há risco de falta de água, inclusive para os animais.

Segundo os conselheiros, há uma preocupação extraordinária com relação aos hortigranjeiros que estão iniciando a produção e ainda não contam com uma estrutura de irrigação, os quais estão sofrendo perdas quase totais em suas plantações. Nessa situação estão cerca de 40 novos produtores que estão se organizando para participar do abastecimento da merenda escolar.

Após a apresentação da análise pelos conselheiros, o vice-presidente da Câmara, vereador Gilberto Corazza, questionou sobre as medidas estruturantes a médio e longo prazo, denominadas “medidas de convivência com a estiagem”. Segundo o vereador a cada nova estiagem que ocorre no município são tomadas medidas emergenciais ou paliativas para a situação e há uma necessidade cada vez mais crescente de uma política permanente de investimentos em ações de prevenção.

Na sequência, surgiram diversas sugestões para projetos que poderão ser desenvolvidos no município como armazenamento de água em cisternas, retenção de água nas lavouras com terrações, plantio em nível, projetos de açudes e piscicultura e, ainda, pesquisa sobre variedades próprias para a região – com sobrevivência à seca.

A reunião foi realizada no gabinete da presidência da Câmara de Vereadores e contou com a presença da Emater, da Secretaria Municipal da Agricultura, do Sindicato Rural e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.