Caminhada luminosa alerta para situação da escola pública

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Nesta quinta (28), professores estaduais estarão caminhando da Praça Leônidas Ribas até a Praça Pinheiro Machado, com início às 19h. Foto: Arquivo/JM

Manifestação será hoje, quinta-feira (28). Concentração inicia às 18h30, na Praça do Brique, e caminhada às 19h. Percurso passa pelas ruas Marechal Floriano, 25 de Julho, Marquês do Herval, Avenida Brasil e Antunes Ribas

Nesta quarta-feira (27), Comando de Greve local definiu próximos passos da greve. Daniele Angnes/JM

Os professores da rede estadual de ensino decidiram manter a greve da categoria. Definição foi ainda durante a Assembleia Geral, em Porto Alegre, na terça-feira (26). Em todo o estado, mais de 80% da categoria está paralisada.

Nesta quarta-feira (27), o Comando de Greve do 9º Núcleo do Cpers encaminhou as próximas atividades do grupo. Além das conversas com alunos, visitas a escolas, hoje, ocorre uma caminhada luminosa em defesa da escola pública. Concentração será às 18h30 na Praça Leônidas Ribas (Praça do Brique), às 19h inicia o trajeto que passa pela Rua Marechal Floriano, segue até a 25 de Julho, sobe a Rua Marquês do Herval, Avenida Brasil e Antunes Ribas, encerrando na Praça Pinheiro Machado (Praça da Catedral).

“Convidamos toda a comunidade para participar deste momento. Esta luta não é só nossa, é de toda sociedade”, disse Marlene Stochero, integrante do Comando de Greve local.

229 moções de câmaras de vereadores

Em todo o estado, professores buscaram apoio dos vereadores, que têm demonstrado estar do lado dos educadores. Até esta quarta-feira (27), 229 Câmaras já haviam aprovado moção de repúdio aos projetos de lei de reforma estrutural do Governo. Entre elas, está a de Santo Ângelo.

O documento foi apresentado pelo vice-presidente da Casa, Vinícius Makvitz (MDB), na segunda-feira, dia 18, e subscrito por todos os vereadores, tendo em vista a importância e sensibilidade com que o assunto deve ser tratado. “Entendemos a necessidade de que ocorram reformas, porém elas que devem ser realizadas com amplo diálogo, de forma democrática e transparente. A população tem o direito de debater e pensar muito bem sobre o tema”, afirmou Makvitz.

Apoio da Famurs 

A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) declarou apoio à luta dos educadores e repúdio ao pacote de projetos de Eduardo Leite. Documento foi lido durante a Assembleia de terça.

“A Famurs e os municípios gaúchos têm pleno conhecimento da crise financeira que atinge o Estado do Rio Grande do Sul. Entretanto, também é da nossa ciência que a causa de tal crise não está nos vencimentos recebidos pelos servidores públicos, em especial pelos professores e professoras estaduais. Ao contrário, entende-se que o investimento em educação é a mais viável, senão singular saída desta situação, pois é através do conhecimento que se promove o desenvolvimento; negar tal fato é anuir é com o agravamento da crise financeira.”

Federação é composta por 27 Associações Regionais e representa todas as 497 cidades gaúchas – reunindo prefeitos, vice-prefeitos, secretários, técnicos e órgãos da gestão pública municipal.

Entenda o porquê da greve

De acordo com o Cpers, o projeto reforma RS atinge professores, funcionários aposentados e contratados. Aos professores o projeto compromete o plano de carreira, mantém reajuste zero por tempo indeterminado, gratificações e vantagens passam a integrar o básico da classe correspondente. Ainda, a medida dá fim as vantagens temporais, como triênios, quinquênios e avanços. Além de aumento da contribuição para a aposentadoria.

Aos funcionários de escola, a medida atinge as vantagens temporais (triênios e quinquênios), haverá fim da incorporação de gratificações para a aposentadoria (como as de direção e insalubridade), aumento do tempo de contribuição e redução dos proventos conforme Reforma da Previdência nacional, redução ou extinção do abono permanência e reajuste zero por tempo indeterminado.

Aos aposentados, quem recebe a partir de um salário-mínimo passará a contribuir com alíquotas que chegam até a 16,32% do salário. Professores aposentados também terão todas as gratificações e vantagens integradas ao básico. Qualquer valor acima do piso da classe correspondente será transformado em parcela autônoma que não sofrerá reajustes, além, também de reajuste zero por tempo indeterminado.

Aos contratados, como a referência de hora-aula é o salário do concursado, os contratados também terão os salários congelados por tempo indeterminado. Legaliza-se a demissão de contratados em licença-saúde, exclui o segmento das regras relativas à licença-saúde, gestante, adotante e paternidade com remuneração, retirada dos contratados o direito ao abono família, mesmo se enquadrados na nova faixa de renda

Fonte: Cpers Sindicato

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