Castração e extinção da tração animal são discutidos durante audiência de criação de Conselho de Proteção aos Animais

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Encontro proposto pelo vereador Maurício Loureiro aconteceu na quinta-feira (23)

 A Câmara de Vereadores de Santo Ângelo realizou na tarde de quinta-feira (23), audiência pública para a criação de um Conselho voltado à Proteção e Defesa dos Animais. A iniciativa foi do vereador Maurício Loureiro e contou com a presença de vereadores de diferentes bancadas e representantes de entidades de proteção aos animais. A castração e a extinção da tração a cavalo foram os temas mais discutidos entre os participantes do encontro.

O secretário de Meio Ambiente, Francisco Medeiros, responsável por fiscalizar e receber denúncias de maus tratos contra animais destacou as necessidades legais para a criação do Conselho. Segundo ele, diante da realidade atual, será aberto um edital, em caráter de urgência, para o serviço de recolhimento e acolhimento de animais de grande porte. A contratação do serviço de castração, via poder público está, igualmente, sendo observada pelo secretário da pasta, o qual é indicado a presidir o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais. “Embora toda a população tenha direito aos serviços públicos será dada preferência às comunidades com casos de zoonoses”, disse.
Medeiros falou da necessidade de criação de um cadastro para identificar os carroceiros do município a fim de orientá-los sobre os cuidados e manejo com os cavalos.

O integrante do Grupo de Incentivo ao Cuidado com Animais de Ijuí, Alexandre Reichert, que veio a Santo Ângelo para contribuir com as discussões, sugeriu o fim da tração à cavalo. Segundo ele, é necessário cadastrar os carroceiros e incluí-los em programas sociais do município, limitando o peso para as carroças e identificando-as com placas. “Os programas sociais ajudam essas pessoas a buscarem alternativas de renda sem utilizar os cavalos”, enfatizou.

A representante da Associação de Proteção aos Animais (Aspa), Tassiana Ribeiro, falou da importância da adoção e da responsabilização de quem adota. “Tem pessoas que adotam e depois abandonam. Além de cuidar e amar, aquele que adota um animal tem que ter a responsabilidade de proteger, castrar”, salientou ela sugerindo a aplicação de multas para quem não cumprir regras de proteção”.

A protetora independente Isabel Cristina de Queiroz, se manifestou afirmando que apresentará nos próximos dias ao Poder Público Municipal um documento sugerindo a castração urgente de cadelas. Segundo ela, uma fêmea sem castrar pode gerar em dez anos até 60 mil filhos, netos e bisnetos.
O presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento (Comude), Diomar Formenton, também acompanhou os trabalhos. O projeto de criação do Conselho será votado na sessão da Câmara da próxima quinta-feira (2).

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