Centenas de pessoas são esperadas nos cemitérios de Santo Ângelo

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Semana foi de preparação com limpeza de túmulos e colocação de flores nos jazigos

Um grande número de pessoas é esperado nos cemitérios de Santo Ângelo, neste Dia de Finados, uma data especial para relembrar os entes queridos que partiram, as suas vivências e ensinamentos ao longo da vida. Além de visitantes locais são esperados pessoas de outras cidades que tradicionalmente visitam os cemitérios Sagrada Família (na área central), Roque Gonzales (na zona Leste) e Jardim da Paz (zona Norte).

Limpeza dos jazigos

Durante a semana, vários familiares se deslocaram aos cemitérios da cidade para a limpeza dos jazigos, capelas mortuárias e sepulturas, assim como colocação de flores para as visitações do Dia de Finados.
No Cemitério Roque Gonzales, por exemplo, Celina da Silveira, moradora do Bairro Gueller, fez a tradicional limpeza e organização da capela onde está enterrado o pai. “É sem dúvida um momento especial para relembrar o meu pai e agradecer a Deus pela boa passagem de vida que ele teve”, disse.
Já Adão Gonçalves e sua esposa Sônia Aguiar foram ao Cemitério Roque Gonzales levar flores ao jazigo de seu irmão. “Há cinco anos meu irmão está sepultado aqui. Venho seguidamente relembrar os momentos importantes de nossas vidas e uma forma de matar a saudade”, disse Adão.

Zeladores

No cemitério Roque Gonzales atuam dois zeladores: José Luis Tavares e Flori Rodrigues. No dia a dia, José Tavares conta que no local acontece limpeza geral, serviço de capina e corte da grama. “É um serviço tranquilo para manutenção e embelezamento do cemitério”, diz.

Vandalismo

Alguns familiares reclamaram da ação de vândalos no local e pediram para a prefeitura providenciar vigilância 24 horas no Cemitério Roque Gonzales.
Celina da Silveira conta que no ano passado vândalos, além de roubar as flores da capela, levaram as inscrições de metal da sepultura do pai. Atualmente o cemitério só tem vigilância noturna. Eles também pediram melhorias nos passeios públicos, que têm algumas calçadas danificadas.

 Encontro semanal para lembrar do pai

Júlia Rener é uma das familiares que estiveram nessa semana fazendo a limpeza da capela onde estão sepultados o seu pai, a avó e o sobrinho.
Ela conta que, semanalmente, junto com as outras irmãs, se reúnem para limpeza do local, conversar e relembrar os tempos que vivam com os entes queridos. “No início era triste pela dor da saudade. Hoje, passamos bons momentos conversando coisas do cotidiano e dos tempos em que o pai era vivo. Há 12 anos viemos cuidar da capela onde está o meu pai, Agostinho de Moraes”, conta Júlia.
A sua irmã, Margarete de Moraes, diz que ela e suas outras irmãs desenvolvem uma atividade integrada na qual se revezam para ajeitar a capela e deixar tudo limpinho. Transformamos momentos de tristeza em alegria”, observa.