Central do Bem amplia doações em meio a pandemia

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Roupas são separadas e escolhidas pelos beneficiados com auxílio de uma pessoa da equipe da Central do Bem. Fotos: Fernando Gomes/AI Prefeitura de Santo Ângelo

A Central do Bem, braço solidário do Governo Municipal de Santo Ângelo, ampliou as doações que realiza devido a pandemia do novo Coronavírus. São mais de 4,3 mil famílias carentes cadastradas e desde março, quando começaram as medidas preventivas, está sendo registrado um aumento significativo de procura para novos cadastros. A população é atendida o ano todo e, não somente durante a campanha do agasalho. Também é diferencial o sistema onde a pessoa tem a oportunidade de escolher os seus itens.

“Também aumentou a procura por alimentos, móveis, cobertores e roupas, especialmente com o início do período com dias mais frios”, observa a primeira-dama Juliana Barbosa, que comanda o trabalho da Central do Bem.

Antes do período da pandemia, nas terças e quintas, dias de atendimento externo da Central do Bem, eram recebidas no local em torno de cem pessoas para a retirada de doações. Nas últimas semanas essa média passou para mais de 250 pessoas. Ou seja, são cerca de 500 pessoas atendidas semanalmente, com mais de sete mil itens sendo distribuídos, entre roupas, cobertores e utensílios. “Fora os atendimentos individuais, e, diante da necessidade, repassados à rede de atendimento. Isso somado ultrapassa os 600 atendimentos semanais”.

Com relação aos alimentos, a Central do Bem organizou a campanhas de arrecadação e é realizado o repasse para a Secretaria Municipal de Assistência Social, onde são distribuídos aos cadastrados dos programas do município. Os aportes de alimentação, a pedido da primeira-dama Juliana Barbosa são realizados nas segundas, quartas e sextas, aumentando em um dia para reduzir o movimento na entrega das cestas

Cuidados para a entrega 

Todos os protocolos de higienização e
prevenção são tomados no local

Outro cuidado que está sendo tomado na Central do Bem é quanto a entrega dos donativos. A entrada na cada é feita com todos os procedimentos de higienização, uso obrigatório de máscaras e são destinados 15 minutos para a escolha das peças. “A higienização das pessoas é feita com álcool gel na entrada e na saída. O uso de máscaras é obrigatório.

Após escolha das peças que irão levar, as pessoas retornam à recepção, onde são entregues as máscaras confeccionadas pela Central do Bem a todas as pessoas da família, incluindo as crianças, quando as máscaras são feitas com molde menor. É dado baixa no sistema sobre as doações retiradas e a pessoa liberada”, relata a coordenadora da Central do Bem, Tassiana Ribeiro.

Fábrica de máscaras

A Central do Bem montou uma ‘fábrica de máscaras’ para combater a proliferação do coronavírus no município. Os protetores faciais são distribuídos gratuitamente para as famílias cadastradas.

A confecção de máscaras tem o apoio de três costureiras voluntárias e da Aclumasa (Associação dos Clubes de Mães de Santo Ângelo). Os cortes e moldes são feitos por uma das funcionárias da Central, que também repassa aos CRAS para confecção e entrega aos seus usuários.

De acordo com a primeira-dama Juliana Barbosa, a Central do Bem já repassou para a comunidade cerca de três mil máscaras de jeans e mais quatro mil modelos descartáveis doados pelo Frigorífico Alibem, além de 334 unidades doadas por entidades e pela comunidade. São 7,3 mil máscaras já entregues para a comunidade carente.

“Muitas pessoas não tem condições para comprar as máscaras e , por isso, estamos entregando para este público, principalmente para as pessoas mais vulneráveis”, explica a primeira-dama.

A Central do Bem atende na Rua São Carlos, 1132. As doações podem ser entregues no local ou entrar em contato pelo telefone (55) 3313-5514.

A idosa Justina Fonseca Souza
foi até a Central do Bem na manhã fria de quinta-feira, 28. Ela escolheu seus itens priorizando roupas de inverno e alguns calçados, além de uma bolsa. “O atendimento sempre é muito bom. A gente escolhe o que quer, as pessoas que trabalham aqui ajudam. É tudo muito limpo e bem organizado”, comenta.
Tânia Maria de Lima é taxativa: “A Central do Bem é a melhor coisa que inventaram”. Segundo ela, a organização para a retirada das doações e a qualidade das peças entregues fazem a diferença. “Mostra um cuidado especial para quem precisa. Antes, nas campanhas do agasalho
de antigamente era uma loucura,
não tinha a possibilidade da escolha”.

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