Chega a 255 o número de atendidos por intoxicação alimentar

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Mais 33 pessoas procuraram na segunda-feira (26) o serviço de Pronto Atendimento do Hospital Santo Ângelo, com problemas de intoxicação alimentar.

Com isso já chega a 255 o número de pessoas que necessitaram ser medicadas desde o dia 22, após ingerirem alimentos como pasteis, sanduíches, cachorros-quentes e mini-hamburguers em uma lancheria localizada em área central da cidade.

Até a tarde da terça-feira (26), 10 pessoas permaneciam internadas.

Técnicos da vigilância Sanitária da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde realizaram novas vistorias na indústria, responsável pela produção dos alimentos, que foram comercializados pela lancheria.

Dennison Silveira Paixão Coelho, veterinário responsável pela vigilância, encaminhou terça-feira para o Lacen – Laboratório Central do Estado, amostras de ovos que são utilizados na confecção de maionese.

Também todos os funcionários da indústria que manipulam alimentos passaram por exames de coprocultura, para verificar se nas fezes há presença de sangue ou bactérias.

Além disso, a vigilância sanitária estadual comprovou que a empresa possui autorização apenas para produzir massas alimentícias, ou seja, macarrão, massa para pastel e pizza.

“A produção de outros tipos de alimentos, especialmente lanches, ocorria de forma irregular”, diz o responsável pela vigilância sanitária.

O proprietário foi notificado a suspender imediatamente a fabricação desses alimentos.

O titular da 12ª CRS, médico Lói Roque Biacchi, diz que processo administrativo foi aberto e que a empresa poderá sofrer uma interdição.

“Como a indústria cumpre com os requisitos sanitários para produção de massas alimentícias, antes de qualquer sansão queremos saber qual foi a causa da intoxicação”, diz ele.

Entende o coordenador regional de saúde que alguma falha ocorreu na manipulação dos alimentos.

Ele diz que será também importante saber qual a procedência dos produtos utilizados pela indústria para a produção dos seus lanches.

As duas vigilâncias sanitárias, estadual e municipal, estão realizando entrevistas com todas as pessoas que sofreram a intoxicação alimentícia, para saber qual o alimento que foi consumido.

Lói Biacchi acredita que o resultado da bactéria causadora da intoxicação alimentar deverá ser conhecido em 10 dias.

O coordenador da vigilância sanitária municipal, Ubiratan Gross Alencastro, diz que o proprietário da lancheria foi apenas notificado do caso, não ocorrendo interdição.

“O estabelecimento comercial se encontra em boas condições de higiene e de acondicionamento dos produtos, além de não efetuar a manipulação de alimentos”, diz o técnico.