China libera a comercialização de semente transgênica Intacta RR2

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Apesar da liberação, grande parte dos produtores do Estado não deverá aderir à tecnologia

Na sexta-feira (28) produtores rurais da região estiveram reunidos em Porto Alegre, na sede da Farsul. O motivo do encontro foi a liberação da China, compradora de quase 70% da soja brasileira, para a comercialização da soja transgênica Intacta RR2.

Segundo o vice-presidente do Sindicato Rural de Santo Ângelo e produtor rural, Laurindo Roberto Nikititz, uma nova reunião ficou definida para ocorrer em Brasília, na Confederação Nacional de Agricultura. O encontro discutirá com as federações rurais e com as detentoras da tecnologia, empresas Monsanto e Bayer, sobre o pagamento dos royalties.

“Somos unânimes em pagar os royalties na contratação da semente, não na colheita, pagando sobre o invento e não sobre o resultado”, afirma Laurindo.

Para o vice-presidente, os produtores do Rio Grande do Sul não serão adeptos à tecnologia Intacta RR2, pois o custo-benefício não compensa. Ele explica que no Estado, os agricultores utilizam até três vezes o inseticida para controle da lagarta, porém no Mato Grosso ou na Bahia são feitos até 12 vezes o manejo. Conforme Laurindo, para ser realmente vantajosa, a semente tem de alcançar rendimento no mínimo 10% maior que a semente já utilizada.

“Aqui não temos grandes problemas com a lagarta. É a primeira vez que a tecnologia será plantada em nível comercial, já que no ano passado tivemos apenas testes. E o custo-benefício não foi satisfatório”, salienta.

Para Nikititz, a grande vitória é a abertura do mercado chinês para a soja transgênica. “Muitos produtores tinham receio em produzir a tecnologia. Com a aprovação da China os produtores terão a tranquilidade de poder plantar a RR2 e a garantia da comercialização”, comenta.