Chuva favoreceu a soja cultivada em Santo Ângelo

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Segundo a Emater, média foi de 107 milímetros na cidade. Período intenso da safra será em abril

A forte chuva de ontem (19) em Santo Ângelo, que segundo o escritório municipal da Emater teve uma média de 107 milímetros, foi bastante benéfica para a soja cultivada no município, avalia o chefe do escritório, o engenheiro agrônomo Álvaro Uggeri Rodrigues. “A previsão é de que a partir de hoje não tenhamos muitas chuvas nos próximos dias, então este volume não foi prejudicial. Pelo contrário, foi muito positivo. O clima tem apresentado condições favoráveis”, diz Álvaro.

Hoje, aproximadamente 80% da soja plantada no município, cujo total foi de 36.700 hectares, está na fase de maturação, quando a semente vai perdendo umidade até atingir a qualidade fisiológica adequada para ser iniciada a colheita – também, folhas e hastes apresentam uma cor amarelada. Em poucas áreas da cidade os produtores já colheram, e o momento intenso da safra em Santo Ângelo será em abril.

Em reunião na semana passada, a Comissão Municipal de Estatística Agropecuária (Comea) manteve a estimativa inicial de produtividade para esta safra, baseada em uma média de 42 sacas por hectare. A Comea é formada pelo IBGE, Emater, Secretaria Municipal da Agricultura, Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apassul), Banco do Brasil, Camera, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Cotrisa.

LOCALIDADES

Produtores de localidades como os distritos de Colônia Municipal, União, Três Sinos e Buriti têm revelado trabalhar com uma expectativa de colher de 45 a 50 sacas. Já em outras localidades, como Rincão dos Meotti, Rincão do Sossego, Comandaí e Olhos D’Água, houve perdas na produção, em função do tempo seco e da falta de chuva verificados entre janeiro e fevereiro. “Alguns produtores deverão colher 30% menos do que imaginaram que fossem colher”, conta o engenheiro agrônomo.