Chuvas desta semana deixaram estragos na região das Missões

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Chuvas iniciaram no último domingo e prosseguiram até a metade desta semana na região

A chuva cessou em todo o Rio Grande do Sul. No entanto, cerca de 500 pessoas ainda estão fora de casa no Estado. Segundo a Defesa Civil, são 423 desalojados, que é quando os atingidos ficam em casas de parentes ou amigos, e outros 60 que precisaram de abrigo público. A situação é de alerta nos municípios de São Borja, Santa Rosa e Santo Cristo.

Em Santa Rosa, a busca agora é por doações para os desabrigados. As últimas informações dão conta de que 150 pessoas se cadastraram para receber ajuda no Centro de Referência de Assistência Social de Santa Rosa. Mas ainda não há mantimentos suficientes para atender as famílias atingidas.

“Está faltando de tudo. Às vezes, a gente tem dificuldade de montar uma cesta básica com os itens mínimos em virtude de não ter alimentos necessários”, explica Joceli Specht, assessora de Desenvolvimento Social na cidade.

PREJUÍZOS
Segundo um levantamento da Prefeitura, os prejuízos em pontes e estradas no interior do município e na cidade chegam R$ 5,5 milhões. A previsão é de que o conserto emergencial nesses locais leve dois meses. “A prioridade que vamos dar é especialmente onde temos o transporte escolar e, em seguida, onde tem escoamento da safra de trigo, que está batendo à nossa porta”, afirma Darci Petrazzini, secretário de Obras de Santa Rosa.

Na Fronteira Oeste, a situação é de alerta. Em São Borja, o rio Uruguai está 13 metros acima do normal e a previsão é de que o nível continue subindo. Os bares que ficam no cais do porto foram invadidos pela água. Foram retiradas de casa 20 famílias.

A obra de recuperação dos pilares na ponte sobre a BR-386 em Iraí, no Norte, foi suspensa por causa da cheia. Somente quando o nível baixar o serviço será retomado, mas ainda não há uma data prevista. 

TRAVESSIAS DE BALSA
As travessias de balsa em Porto Mauá e Porto Xavier continuam suspensas. O rio Uruguai chegou a ficar 15 metros acima do nível normal em Porto Mauá, percentual 57% superior em relação ao município de Itapiranga (SC), que é o município parâmetro para ver o nível a que o rio chegará no município gaúcho.

Segundo comparativo estatístico realizado desde 1990, as cheias neste período nunca haviam superado os 46%. Conforme o assessor de imprensa da Prefeitura de Porto Mauá, Vilson Winkler, o percentual extrapolou a estatística devido à preciptação ocorrida em junho, quando o rio atingiu os 19,77 metros. Porém, o percentual naquele período foi de apenas 35,5%.

Em Porto Xavier, o rio esteve 12 metros acima do normal. Os moradores continuam com a limpeza das casas invadidas pela água. O número de famílias desalojadas chega a 50. A balsa continua fora de operação e só deve retornar ao funcionamento quando o rio atingir marca inferior aos 7m50cm.