Chuvas do mês de janeiro beneficiam cultura da soja em Santo Ângelo

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Nos 36.700 hectares plantados no município, expectativa é de colher em média 42 sacas/ha

O clima está beneficiando o pleno desenvolvimento da lavoura de soja em Santo Ângelo. A informação é da engenheira agrônoma da Emater, Márcia Dezen. Segundo ela, as chuvas neste período vêm beneficiando o fortalecimento vegetativo da planta. A representante da Emater explica que em Santo Ângelo foi plantada uma área de 36.700 hectares e a expectativa para 2014 é a colheita de 42 sacas por hectare.

O produtor do Distrito Buriti, Adelar Ebone, conta que plantou soja numa área de 26 hectares pelo sistema de plantio direto e sua expectativa é colher mais de 50 sacas por hectare. “Apesar do mês de dezembro ter tido poucas chuvas, o mês de janeiro tem sido positivo. Estamos bastante otimistas em relação à nossa safra”, salienta.

Ebone salienta que plantou diferentes variedades em sua lavoura, sendo que na da semente precoce, a planta está na fase da pré-floração, enquanto a outra, na de crescimento vegetativo. “Iniciamos o controle, utilizando inseticida fisiológico, e felizmente não estamos tendo problemas com pragas na lavoura”, completa.

FASE DA CULTURA

Márcia Dezen, da Emater, explica que grande parte das lavouras encontra-se na fase de desenvolvimento vegetativo. “É um período importante, tendo em vista que depois vem o florescimento da planta e na sequência a formação da vagem e o enchimento de grãos. O clima favorável nesta fase garante uma boa colheita”, revela.
A agrônoma destaca que a Emater de Santo Ângelo tem repassado orientações aos produtores para o monitoramento das pragas e cuidados principalmente durante a floração com aplicação de fungicidas específicos conforme a necessidade de cada lavoura.

HELICOVERPA ARMIGERA

A agrônoma Márcia Dezen salienta que não foi registrada em Santo Ângelo nenhuma ocorrência da Helicoverpa armigera – uma lagarta de origem asiática com alto poder de destruição e dispersão na lavoura. No entanto, observa que em Entre-Ijuís já foi identificada essa espécie de lagarta em uma plantação. Márcia salienta que em Santo Ângelo estão sendo montadas armadilhas para verificar a presença ou não dessa praga.