Clima tem favorecido culturas de soja e milho

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Após um janeiro sem chuvas, mês iniciou com bom volume de chuvas para as lavouras

Depois de um mês de janeiro sem chuvas, trazendo preocupação aos produtores, fevereiro iniciou com chuvas regulares e bom volume de chuvas, quadro favorável para o desenvolvimento da cultura da soja.
As lavouras encontram-se, em sua maioria, na fase de formação e enchimento de grãos, mas há as que ainda estão na fase de floração. “Ambos os períodos são críticos, em que existe uma necessidade maior de umidade para que a soja mantenha um bom potencial produtivo e, neste ponto, as chuvas regulares têm sido bastante favoráveis”, destaca o engenheiro agrônomo do escritório da Emater de Santo Ângelo, Álvaro Uggeri Rodrigues.
Em Santo Ângelo, conforme o engenheiro, já houve lavoura colhida, mas a grande maioria inicia a safra na segunda quinzena do mês de março, se estendendo até o mês de abril. Quanto à projeção de colheita, garante que “na última reunião da Comissão Municipal de Estatística Agropecuária (Come), a estimativa foi de 50 sacos por hectare, que permanece até hoje, para uma área de 37.500”.
Se alcançada a perspectiva inicial, supera os 45 sacos por hectare a que se chegou na safra do ano passado. “Ainda está difícil de se fazer uma estimativa, pois o potencial produtivo não está definido. O mês de fevereiro e a primeira quinzena de março terão influência no resultado final da produção e o que ocorrer trará as consequências para a cultura. O que pode-se afirmar é que a maioria das lavouras apresentam boa recuperação do potencial produtivo após janeiro, que não foi favorável”, acrescenta.
Ainda que haja a previsão de continuidade do fenômeno El Niño, Álvaro destaca que não existem indicativos até o momento de que ocorrerão precipitações a nível de prejudicar a colheita da soja. “Nossa recomendação aos agricultores é de que realizem um monitoramento constante em suas lavouras com o objetivo de verificar a possível ocorrência de doenças e pragas. Como doença, a que mais preocupa é a ferrugem asiática e como praga os percevejos nessa fase. Porém, até o momento não se constatou nenhum surto e a situação está controlada”.

COLHEITA DO MILHO
Com um total de 4.250 hectares de área plantada e estimativa de 100 sacos por hectare, 80% da área já foi colhida, ou seja, 3.400. O restante, 850 hectares, conforme o engenheiro agrônomo, foi implantado no período do tarde, e se encontra em desenvolvimento vegetativo. “A produtividade obtida tem sido muito boa e os produtores relatam que estão colhendo acima de 100 sacos por hectare, o que indica que a média inicial será superada. Porém, há variabilidade nos resultados de cada um, dependendo principalmente da tecnologia utilizada nas lavouras”, explica.
Os dados do escritório da Emater indicam produtividades variando de 80 a 200 sc/há, mas lavouras sob irrigação ultrapassaram essa estimativa. “Os dados preliminares também estão indicando que teremos a maior safra de milho da história do município, porém, o resultado final será referendado após reunião da Comea”.
Na área colhida, o clima foi bastante favorável, não faltando umidade em nenhum momento, “principalmente no período crítico, que é o da floração e enchimento de grãos. O milho que está plantado e se encontra em desenvolvimento vegetativo, se beneficiando das chuvas regulares intercaladas com períodos de sol que têm ocorrido no mês de fevereiro”, completa Álvaro.