Como o comércio se prepara para a data?

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No Centro, comércio investe empromoções para atrair clientes. Foto: Daniele Angnes/JM

De acordo com o presidente da Acisa, Felipe Fontana, o cenário é atípico para os empresários e consumidores. “O ‘abre e fecha’ que têm sido essas bandeiras semanais traz incertezas para os empresários que não sabem se vão abrir na próxima semana. Isso retrai até a contratação de novos colaboradores. Nossa região ainda por ser ligada fortemente ao agronegócio, acabou sofrendo menos que grandes centros do Brasil, porém os impactos de queda de faturamento em relação ao ano passado devem perdurar.

Gerente da Deltasul, Luciano dos Santos, diz que a aposta é em itens específicos para o dia, como churrasqueira, poltrona, TV e linha de ferramentas. “O movimento está melhorando, há um sinal de recuperação”, reflete.

Felipe Fontana
Presidente da Acisa. Foto: Arquivo pessoal

Fontana reforça essa visão: “Vemos, aos poucos, uma volta da rotina de grandes cidades, na qual também deve impactar positivamente a volta das cidades do interior ao longo do tempo.”

‘Itens de menor valor deverão ser os mais procurados’

Afirmação é do presidente do Sindilojas Missões, Gilberto Aiolfi. Segundo ele, a opção por produtos de menor valor se dá “em função do grau de restrição orçamentária das famílias.”
Outro fator que Aiolfi diz influenciar é o clima. “Se mantendo baixas as temperaturas no momento das compras pelos consumidores, reforçam as vendas de alguns segmentos, como vestuário e calçados. Para os segmentos com característica de presentes para esta data comemorativa as vendas se mantendo nos mesmos patamares do ano passado já é uma comemoração para os lojistas.”

Impactos do distanciamento controlado

Segundo a entidade de classe, o modelo impactou, especialmente as pequenas empresas. “As quedas nas vendas foram de 30 a 50% inferior setor varejo e outras áreas de serviços acima de 80%”, afirma Aiolfi.

Para Fontana, a melhora do setor dependerá da volta, aos poucos da rotina, “porém a entidade tem trabalhado fortemente com o setor publico para que possamos voltar a normalidade, sempre respeitando as medidas preventivas de distanciamento social! Somente na região das Missões foram cinco bandeiras revertidas de vermelho para laranja.”

Ações para manter o funcionamento das empresas 

As entidades afirma trabalhar para auxiliar os empresários. Seja no diálogo junto aos gestores públicos ou comissão para estudar, aprimorar e entender as bandeiras e o impacto delas na questão de saúde pública e fechamento do comércio.

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