Conheça a experiência de ser voluntária nos jogos Pan-americanos de Lima

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Em Lima, Lígia no seu terceiro voluntariado em jogos esportivos: no Pan-americano

A santo-angelense Lígia Teloken passou cerca de 20 dias no Peru trabalhando de graça, mas o retorno que teve foi muito maior que financeiro: trouxe na bagagem o conhecimento e a gratidão

Itens importantes para que jogos esportivos (como Olimpíadas e Pan-americanos) deem certo: boa administração (dos organizadores), bons atletas, comissões técnicas, juízes, segurança e…voluntários. Isso mesmo, voluntários.

Você já deve ter acompanho um ou outro jogo – como das Olimpíadas do Rio, que teve transmissão pela TV aberta. Pois bem, sabe aquele pessoal uniformizado e que fica lá orientando os atletas e o público? São esses os voluntários. Eles ajudam em quase tudo, desde acertar a ordem dos atletas no caminho do pódio, até a orientação da entrada dos torcedores. Em Lima, no Peru, durante os jogos Pan-americanos, realizados em julho/agosto, foram cerca de 19 mil.

Entre esse mar de voluntários, estava a santo-angelense Lígia Nascimento Teloken, professora aposentada e sócia-proprietária da LL Tur.

Mas essa não foi a primeira experiência dela. Tudo começou em meados de 2014, quando um amigo mostrou as fotos de sua participação em competição Olímpica. Ela achou incrível e, no ano seguinte, depois de ter se aposentado, se inscreveu para ser voluntária no Rio 2016. Foi chamada. Lá trabalhou no Rio Centro como assistente de público – orientava os visitantes. “Antes dos jogos, a gente passa por treinamentos para poder trabalhar durante o período”, explica Lígia.

Na época, três santo-angelenses trabalharam nas Olimpíadas.

Lá, Lígia conheceu a paulista Helô Mendes, também voluntária. Tornaram-se amigas e, desde então, compartilham as aventuras do voluntariado.

Além do uniforme, credencial e pins (que acumulou durante os dias de jogos), Lígia voltou com a mala cheia de boas experiências. “Sem contar os amigos que a gente faz”, acrescenta.

Dois anos depois da primeira vivência, ela se ofereceu novamente para ser voluntária, dessa vez nos Jogos da Juventude, em Buenos Aires, Argentina. Lá também foi assistente de público. Ficou 20 .

Ainda, para Lígia, mesmo sendo um trabalho gratuito, a responsabilidade é grande. “A gente precisa ter o compromisso com o que se propôs a fazer, e as pessoas valorizam isso”, diz.

JOGOS PAN-AMERICANOS

Em 2019, um novo desafio: os Jogos Pan-americanos, de Lima, no Peru.
Ela e a amiga Helô inscreveram-se para participar, combinaram de ir juntas, mas Helô foi chamada antes. Lígia ficou com receio de não ir desta vez, mas tinha dado a palavra que iria com a amiga. Já tinha comprado a passagem e, para sua surpresa, na segunda-feira (antes de embarcar), veio o e-mail de confirmação. Lígia seria voluntária.

O trabalho nas cidades sedes dura em torno de 10 dias. “Esse é o tempo que os organizadores pedem que a gente tenha disponível”, explica. Mas esse período pode variar conforme a modalidade esportiva que o voluntário for designado. Na Capital peruana, Lígia foi assistente de desporte, nas competições de Ciclismo de Rua.

“Acredito que o objetivo de Lima, e de todas as nações que abrem as portas para os jogos, é de despertar a valorização do esporte, da possibilidade de uma vida saudável e da inclusão de uma experiência boa”, afirma Lígia.

Para quem pensa em ser voluntário, Lígia sugere ficar de olho no site oficial dos jogos, que tem orientações. “Penso que quem participa gosta da experiência”, diz. “O convívio com outra cultura, com a comunidade é muito bacana. A gente fica mais perto dos atletas, dirigentes e faz amigos”, acrescenta.

Os próximos serão as Olimpiadas de Tóquio, no ano que vem. Em 2022 tem Jogos da Juventude, em Dakar, e em 2023 tem Pan-americano no Chile.

ESTADIA/DESLOCAMENTO E ALIMENTAÇÃO

Como o trabalho é voluntário, não recebem pagamento. Tem direiito a alimentação, durante o turno, uniforme e, conforme o evento, o deslocamento (de um ponto da competição até outro) oferecido pela organização. A estadia nas cidades sedes dos jogos são de responsabilidade de cada um, assim, como o custo da viagem até lá e alimentação fora do turno de trabalho.

Porém, apesar das despesas, Lígia diz que é “gratificante” participar. “No Rio ficamos na casa da prima de um amigo. O apartamento era pequeno, mas o coração e a generosidade dela são enormes”, conta ela.

PASSEIOS

Não só de trabalho foram os dias que Lígia passou nas cidades sedes. O Rio já havia visitado certa vez, mas os intervalos de turno aproveitou para passear. Em Buenos Aires, da mesma forma, pode conhecer alguns pontos turísticos.

Em Lima, ao lado de Helô e de outro casal de amigos de Santa Maria, elas visitam Machu Picchu, “que era um sonho meu”, e as Salinas de Maras.

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