Coordenador da 3ª RT critica liberação das provas campeiras

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Bechorner entende que os custos para os rodeios são elevados e sem público fica impossível a realização. Foto: Arquivo pessoal

O advogado Eduardo Bechorner entende que sem a presença de público é impossível garantir recursos para a realização de rodeios.

A Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural anunciou nesta semana a liberação de atividades e provas campeiras em municípios com bandeira amarela ou laranja no Distanciamento Controlado. O aval foi dado pela coordenadora do comitê estadual de enfrentamento a Covid-19, Leany Lemos.

As provas devem seguir restrições de decretos estaduais, as normas da Secretaria da Saúde (SES) e, especialmente, a Nota Informativa 18 COE/SES-RS, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, de 13 de agosto de 2020.

A nota lista 42 recomendações que devem constar nos protocolos das competições esportivas a serem realizadas em território gaúcho, entre as quais a proibição de público externo. A autorização final ficará a cargo do município sede da competição.

Custo alto 

O coordenador da 3ª Região Tradicionalista, Eduardo Bechorner, critica a medida. Segundo ele, trata-se de um “desserviço”. Na avaliação de Bechorner a promoção de eventos campeiros, como os rodeios, exigem um alto custo e sem público não tem como conseguir garantir esses recursos.

“Para um rodeio de tamanho médio, só o custo com o aluguel do gado fica em torno de R$ 30 mil e ainda existem as despesas com as adequações para obter o alvará e a infraestrutura necessária. Sem arrecadação, como conseguir bancar esses custos?”.

Dependência da bandeira 

O coordenador frisa ainda que as atividades dependem da classificação de cada região no Modelo de Distanciamento Controlado do Estado. “Se a região estiver em Bandeira Laranja, as atividades estão liberadas. Se ficar na Vermelha, já não poderá. Como fazer o planejamento de uma promoção desta forma?”.

Bechorner afirma que o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) deve elaborar e anunciar em outubro um manual com normas de segurança que permitam liberar as atividades com a presença de público.

“Temos que esperar esse material para analisar as possibilidades da retomada efetiva ou não. Essa medida do Estado servirá apenas para os treinamentos”, avalia.

Novo concurso virtual será realizado na Semana Farroupilha

As entidades tradicionalistas não deverão promover eventos na Semana Farroupilha devido as restrições impostas pelos cuidados com a pandemia do novo Coronavírus. O coordenador da 3ª Região Tradicionalista lembra que existe uma determinação de suspensão das atividades pelo MTG até o fim de agosto mas que essa medida deverá ser prorrogada.

As atividades da Semana Farroupilha são importantes para as atividades não apenas na questão cultural e histórica, mas também do ponto de vista financeiro. As entidades arrecadam grande parte dos valores necessários para a sua manutenção anual com as promoções da Semana Farroupilha.

“Algumas promoções virtuais estão sendo estudadas, como drive thru, pague e leve de alimentos e até almoços ou jantas atendendo as determinações dos decretos restritivos, seguindo as normas determinadas para os restaurantes, por exemplo”, afirma o coordenador da 3ª Região Tradicionalista, Eduardo Bechorner.

Entretanto, essas promoções presenciais, mesmo com restrição no número de pessoas, dependem, também, da classificação das bandeiras, o que complica o planejamento das entidades.

 

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