Coordenador técnico da Corsan visita Poder Legislativo de Santo Ângelo e fala sobre obras

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Atendendo a convite do presidente da Câmara de Vereadores de Santo Ângelo, Paulo Azeredo, esteve visitando a Casa Legislativa na tarde desta quinta-feira o coordenador regional operacional da Corsan em Santo Ângelo, engenheiro Ivanir Rodrigo de Freitas.

Na pauta, a aproximação do órgão junto à comunidade, o cronograma de obras para Santo Ângelo, as obras de tapa-buracos, a Estação de Tratamento de Esgoto Índia Lindóia, entre outros temas pertinentes ao saneamento público local.

O presidente Paulo Azeredo questionou em um primeiro momento, como se daria a ligação das economias à rede coletora de esgoto cloacal e se a Companhia teria alguma previsão para esta obra.

Em resposta, Rodrigo explicou que a ligação das economias à rede é uma obra que não está projetada para logo e que deve ser alvo de um estudo técnico e de uma campanha da Companhia, ele explica que legalmente não existe uma forma de obrigar os usuários a realizar tal ligação.

Presente ao encontro, o vereador Gilberto Corazza, salientou que o “tapa-buracos” vem funcionando adequadamente desde que uma empresa local venceu a licitação e que o principal interesse nas obras projetadas deve obedecer ao caráter social-comunitário.
Já o vereador Paulo Azeredo, demonstrou preocupação quanto à suposta falta de planejamento entre Prefeitura Municipal (responsável pelo esgoto pluvial) e Corsan (responsável pelo esgoto cloacal).

Ele apontou casos em que os canos são trocados, o asfalto é refeito, mas a obra de esgotamento pluvial não é realizada, o que pode, no futuro, obrigar uma nova abertura na camada asfáltica.

Segundo o presidente, este tipo de ação fere o princípio administrativo da Economicidade, pois implica em gastos futuros sobre algo que já deveria estar pronto.

De sua parte, o engenheiro Rodrigo explicou que quando o projeto da obra é realizado, a Prefeitura é oficiada e deve se manifestar sobre a sua parte na obra.

Neste sentido, o vereador Corazza sugeriu que fosse criado um grupo interdisciplinar entre os envolvidos para uma avaliação conjunta do projeto antes de sua realização.

Ambos os vereadores atentaram também para o fato positivo de a Corsan ser uma estatal, o que, segundo eles, gera uma maior proximidade do órgão com os representantes da comunidade, que podem cobrar e fiscalizar o serviço previsto em contrato de maneira direta, sem interlocutores, como ocorre com as operadoras de telefonia, por exemplo.

O coordenador operacional se colocou a disposição da comunidade e reforçou a parceria da Corsan com Santo Ângelo, ressaltando que o maior interesse da Companhia é resolver os problemas mais urgentes do saneamento básico local.