Coordenadoria de Vigilância Ambiental segue ações contra Aedes aegypti

0
96

Na manhã de ontem, equipe de agentes realizou limpeza no ferro velho Clevel, na ERS-344

Há quem pense que o mosquito Aedes aegypti deve ser combatido somente durante o verão, quando sua incidência é maior. Porém, a coordenadoria de Vigilância Ambiental de Santo Ângelo está aí para demonstrar que essa atitude deve seguir durante todo o ano, evitando que a dengue e as demais doenças doenças causadas pelo foco do Aedes aegypti tornem-se uma epidemia na época de maior ocorrência.

Na manhã de ontem, a coordenadora municipal de Vigilância Ambiental, Selenir Arruda, ao lado de toda sua equipe de agentes, esteve no ferro velho Clevel, na ERS-344, onde realizaram uma limpeza de rotina, já que este é um dos pontos estratégicos em que o mosquito da dengue costuma se alojar. “Nós fizemos visita de 15 em 15 dias em borracharias, ferro velho, cemitério, rodoviária, aeroporto, que são pontos de maior risco, mas também continuamos com visitas a imóveis, insistindo para que os moradores não deixem de seguir cuidando do pátio, eliminando os a água parada, independentemente de ser quente ou frio”, destaca a coordenadora.

A Secretaria Estadual de Saúde, de acordo com Selenir, está preocupada com os casos de microcefalia, e esse é um dos motivos da intensificação das ações em todo o Rio Grande do Sul. “Primeiro trabalhávamos no controle do mosquito porque ele era o transmissor da dengue. Hoje ele é o transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya. Existe, também, um programa chamado Penem, que é o Programa Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. Então, apesar do problema ter ficado muito mais amplo, os cuidados seguem sendo os mesmos, é preciso apenas ter consciência da sua necessidade e importância”, ressalta.

MAIS CONSCIENTIZAÇÃO
Em 2016 foram registrados em Santo Ângelo 12 casos de dengue e um caso de zika vírus. “Este ano já foi muito positivo se comparado com o anterior, pois já houve um cuidado maior de toda a comunidade, juntamente com a Coordenadoria. Antes chegávamos em um ferro velho e era um caos o número de depósito com água parada. Agora a gente vê uma organização, as peças catalogadas, com eliminação de água parada. Tudo isso está sendo feito pelos próprios donos e pessoal que trabalha no local porque viram a necessidade e se preocuparam com o alto número de doenças. Isso facilita o nosso trabalho e nos faz ver que nossas campanhas estão surtindo efeito”, acrescenta Selenir.

Além do trabalho de visita a pontos estratégicos e imóveis do município, a Coordenadoria Municipal de Vigilância Sanitária segue com palestras em escolas e eventos de conscientização sobre a importância do combate ao Aedes aegypti. As pessoas da comunidade que precisam de informações ou orientação, podem entrar em contato pelo telefone 55 3313 1160.