Costureira desenha vestidos de prenda que fazem sucesso durante o ano inteiro

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O vestido de prenda é um traje típico da indumentária gauchesca feminina, que Eva Porciúncula transforma em modelos de alta costura, criados por ela mesma. Quando a filha foi trabalhar no Departamento de Danças, da Secretaria de Turismo e Esportes, com o grupo Os Guaranis, os vestidos começaram a fazer sucesso e foi neste momento que Eva teve de iniciar as costuras para fora da família. “Perguntaram a ela quem fazia os seus trajes, assim o pessoal começou a me procurar e então comecei a entender como realmente se costurava. E desenvolvi minha forma”, conta.

Os tecidos para a execução dos vestidos, além de variarem com a estação climática, seguem a tendência de moda, que Eva busca em várias cidades. “Estou sempre buscando novidades, vou ao chamado corredor missioneiro comprar tecidos, em Santa Maria. E assim vou transformando e adaptando a minha criatividade”, afirma a costureira.

Para Eva, o vestido de chita teve sua época, mas hoje já não faz mais tanto sucesso. “A chita foi mais quando Paixão Cortes e os historiadores rebuscaram a história da nossa tradição. Eles até ‘ficaram bravos’ quando comecei a modificar os modelos e não fazer mais de lençol ou tecidos de bolinhas, porém as mulheres gostaram”, comenta.

A costureira diz que o modelo mais utilizado hoje em dia é o corte princesa, que “foi baseado no vestido que minha sogra fez para mim” e que a procura pelos modelos acontece o ano inteiro. “Só não costuro em janeiro e fevereiro, porque sou a presidente da escola de samba Grande Pippi e me dedido a essa atividade”, diz, salientando a sua outra paixão.