Cotrijui aprova em assembleia autoliquidação da cooperativa

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Assembleia foi marcada por polêmicas e contou com a presença de mais de 900 associados

Foi aprovada em assembleia realizada no último sábado (27) a autoliquidação da Cotrijui. Foram mais de 900 associados que participaram da reunião ouvindo as explanações iniciais do presidente Vanderlei Fragoso. Conforme legislação, a liquidação voluntária, espécie de moratória, tem prazo de vigência de dois anos, período em que ficam suspensas as execuções fiscais de credores contra a cooperativa.

Após a votação da moratória, foi escolhido o atual presidente da cooperativa como liquidante. “As votações ocorreram por aclamação com maioria de mais de dois terços dos presentes”, afirmou o presidente Vanderlei Fragoso.

A medida foi adotada com objetivo de tentar recuperar financeiramente a instituição, que passa por grave crise financeira. Com a autoliquidação fica suspenso o conselho de administração e permanecem no comando da Cotrijui o liquidante e o conselho fiscal.

Conforme o presidente, a Cotrijui vem de um longo período administrativo e financeiro de dificuldades, “motivado por gestões e negócios conduzidos de forma relapsa que ano a ano se agravaram e chegaram a esse momento”.

Agora, os próximos passos devem iniciar pela tentativa de sustar as execuções e, em seguida, elaboração dos planos de negócios que serão propostos aos credores e a negociação das dívidas dentro de um cronograma que esteja de acordo com a capacidade de pagamento da Cotrijui.

“A Cotrijui é uma grande cooperativa, com um grande patrimônio e uma diversidade de negócios que abrangem produção primária, indústrias e varejo, portanto atua em todos os elos das cadeias agroalimentares. As possibilidades de sua salvação estão no incremento e dinamização dessas cadeias. Vamos juntos com os associados, recuperar a Cotrijui”, salienta Fragoso.

POLÊMICA
Ao que tudo indica, a polêmica ocorrida durante a votação da autoliquidação não vai terminar junto com a decisão de sábado. O grupo de associados de oposição a Fragoso prometeu entrar na Justiça para anular o resultado da assembleia.

Segundo o grupo, Fragoso teria se autodenominado liquidante, sem dar a chance para qualquer intervenção contrária.

Informações deram conta ainda de que houve trocas de ofensas pessoais entre ambas as partes.

Questionado sobre a situação, o presidente foi enfático: “A Assembleia é soberana e os associados tomaram a iniciativa de realizar as votações por aclamação, foi isso que ocorreu”.