Cpers opta por greve geral por tempo indeterminado

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Greve foi decidida em Assembleia Geral, que aconteceu na tarde de hoje (23), em Porto Alegre

Professores estaduais ligados ao Cpers/Sindicato aprovaram a convocação de greve da categoria. A paralisação por tempo indeterminado foi votada nesta sexta-feira (23) em assembleia que ocorreu no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre.

ASSEMBLEIA GERAL DO CPERS

Cerca de 2 mil trabalhadores da educação, dos 42 núcleos regionais do Cpers, foram favoráveis à greve. Segundo a presidente do 9º Núcleo do Cpers, Marlene Stochero, Santo Ângelo tinha sido anteriormente contrária a greve. “Porém, acatamos o que foi deliberado na assembleia geral. Este é o último recurso que os trabalhadores da educação têm para pressionar o governo a atender nossas reivindicações”, salienta Marlene.

Conforme a presidente o Cpers aguarda agora a manifestação do Governo do Estado para as negociações. “Para nós não houve avanço nas negociações, principalmente com relação ao cumprimento da Lei do Piso, a abertura de concursos e a reavaliação da escola politécnica”, afirma Marlene.

POSIÇÃO DA 14ª CRE

Contudo, para a coordenadora adjunta da 14ª CRE, Tânia Santiago, o governo cumpriu com todas as exigências, menos com relação ao piso. A coordenadora explica que o piso, que era vinculado ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e agora, conforme lei federal, está associado ao FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), torna o pagamento inviável.
“Nós entregamos a resposta a todas as reivindicações. O Cpers está passando a impressão de que nada foi feito. Mas estamos buscando atender a todos os pontos. Muitas vezes esbarramos em questões burocráticas”, ressalta Tânia.

Para a coordenadora adjunta, a posição da categoria é radical e os sindicalistas devem arcar com as consequências da greve. “Os alunos têm garantido o direito de ter 800 horas/aula, ou 200 dias letivos. Há o risco do salário destes professores ser descontado por essas horas paradas”, salienta.

SEDUC ORIENTA A ABERTURA DAS ESCOLAS

Em coletiva na tarde de sexta-feira (23), o secretário de Estado da Educação, Jose Clovis de Azevedo, informou que diante da decisão por greve, estão em suspenso todos os avanços propostos como, por exemplo, as promoções de 2003-2012, o abono de faltas relativo a atividades sindicais entre 2008-2010 e a inclusão de servidores que atuam em escolas, no plano de carreira. “A deflagração de uma greve neste momento significa um rompimento unilateral nas negociações”, disse.

A secretária-adjunta, Maria Eulalia Nascimento, afirmou que os pais devem procurar as direções escolares e tensionarem os professores a manter as aulas. “Diante de tantos avanços na educação no governo Tarso Genro, os pais podem tensionar os professores à não adesão à greve e propor o diálogo, uma mesa de negociação como a Seduc já propôs ao Sindicato”, afirma.

A paralisação começa na segunda-feira (26) e a presidente do Cpers pede para que os pais não mandem seus filhos para as escolas a partir desta data.