Cpers pretende organizar greve para o início do ano letivo 2014

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Presidente estadual discutiu o assunto durante a Assembleia do 9º Núcleo do Sindicato

A presidente estadual do Cpers Sindicato, Rejane de Oliveira, afirmou na terça-feira (11), em Santo Ângelo, que os professores estão se organizando para discutir a realização de greve, a partir do início do ano letivo 2014, durante o Congresso Estadual do Magistério, que ocorre nos dias 28, 29 e 30 de junho, na Fundaparque em Bento Gonçalves.

Rejane participou na terça-feira da assembleia regional do 9º Núcleo do Cpers que debateu as 16 teses – que são as opiniões dos grupos e correntes organizadas que expressam o seu pensamento sobre a atual conjuntura, os planos de luta sobre a educação e o trabalho do Sindicato. Neste encontro também foram eleitos os 33 delegados regionais para participarem do Congresso. Outros dois delegados são natos, como a diretora de Núcleo e a Conselheira 1/1000.

O tema do Congresso será “No Sindicato e na Educação, quero luta e não submissão”. Serão três dias de debate com a categoria sobre Sindicato independente X atrelado e Educação emancipatória X mercantilista.

Rejane diz que será debatida e no final aprovada a tese que irá nortear os rumos do sindicato, num total de 16 teses. A principal tese é a de número 2, que trata da proposta de construção da greve estadual para o próximo ano. “Será o último ano do Governo Tarso, que aliás, foi quem criou a Lei do Piso Nacional e não está cumprindo com o pagamento. Em ano eleitoral, ele será pressionado a mostrar porque assumiu o Governo”, frisa.

Para o Cpers Sindicato, o governador Tarso Genro tem se mostrado autoritarista e se nega a dialogar. “Estamos unidos ainda mais depois da Greve Nacional nos dias 23, 24 e 25 de abril, que teve forte adesão no Rio Grande do Sul, resultado da indignação da categoria pelo descumprimento da Lei do Piso e pelo abandono das escolas públicas pela administração Tarso, motivo pelo qual o governo decidiu atacar o Cpers e punir a categoria. De modo autoritário e desrespeitoso decidiu cortar o ponto de alguns colegas que aderiram à greve”, conta a presidente.

Frente à falta de diálogo o Cpers realizará um grande ato público em Porto Alegre, no dia 21 de junho. A medida visa combater a prática antissindical do Governo do Estado.