CRO-RS interdita clínica de odontologia em Santo Ângelo

0
104

Conforme os fiscais do Conselho, estabelecimento funcionava sem o registro junto ao órgão

O Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do Sul (CRO-RS) interditou por volta das 9h30min da manhã de terça-feira à Clínica de Odontologia Odonto Sorrir, que funcionava na esquina das ruas Antunes Ribas e Duque de Caxias, no centro.

Conforme o fiscal, André Lima, a clínica funcionava desde o dia 20 de dezembro de 2011 sem a devida inscrição do órgão fiscalizador.

A interdição ética ocorreu após várias denúncias e a partir de anúncios e matérias jornalísticas publicadas em veículos de imprensa de Santo Ângelo.

Segundo André Lima, Celso Henrique de Oliveira se apresentou como responsável administrativo e proprietário da clínica.

Ele não possuía autorização do CRO-RS para atuar na função e manter aberto o estabelecimento.

No momento em que os fiscais chegaram ao local, dois profissionais, supostamente odontólogos, atendiam pacientes em consultórios e por questão de ética não foram interrompidos.

Enquanto os fiscais do CRO conversavam com o proprietário da clínica, os dois profissionais de odontologia saíram do local sem se identificar.

Os fiscais não informaram se a Clínica Odonto Sorrir deverá pagar multa por funcionar na irregularidade, mas em caso de não cumprimento da interdição até que sua situação seja regularizada, poderá responder processos éticos.

Em 24 de janeiro, o CRO já havia feito uma notificação à Clínica para que ela fosse regularizada, situação que não ocorreu.

“A atuação rápida do CRO deu-se a partir da solicitação da classe odontológica que chegou a tempo, antes que acontecesse qualquer prejuízo à população”, falou André Lima.

Na porta de acesso a Clínica Odonto Sorrir, os fiscais do CRO colocaram dois lacres com o dizer “Interdição Ética”, que deverá ficar afixado até a regularização da situação do estabelecimento.

O proprietário da clínica, Celso Henrique de Oliveira, informou que seus advogados já ingressaram com um mandado de segurança na Justiça Estadual do Rio Grande do Sul, pedindo a reabertura do estabelecimento. Também denunciou que os fiscais agiram com abuso de autoridade. “Há 120 dias, solicitamos ao Conselho Regional de Odontologia a transferência do registro do nosso responsável técnico, do Paraná para o Rio Grande do Sul, porém, até hoje estamos aguardando a liberação dos documentos de regularização”, falou.