Cultura do trigo poderá sofrer prejuízos após as chuvas dos últimos dias

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Clima não é considerado ideal para a fase em que se encontram as lavouras

O volume de chuvas que atingiu Santo Ângelo no fim de semana e persistiu durante ontem (29) não foi positivo para a cultura do trigo. Conforme o chefe do escritório municipal da Emater, Álvaro Uggeri Rodrigues, as precipitações não são positivas, neste momento, para a lavoura de trigo. Álvaro salientou ainda a preocupação dos agricultores com a comercialização da safra.

O início da colheita do trigo está previsto para a segunda quinzena de outubro, sendo que o pico deverá ocorrer na segunda quinzena de novembro. De acordo com Álvaro, em 65% da área plantada no município predomina a fase de formação e enchimento de grãos e 35% está na fase de floração.

CLIMA MAIS SECO SERIA O IDEAL
O engenheiro agrônomo destaca que para este período o clima ideal para o bom desenvolvimento do trigo seria com temperaturas amenas, bastante luminosidade e clima mais seco. Álvaro informa que a chuva trará prejuízos. “Estamos avaliando a situação das lavouras. Considerando que o ideal para esta fase seria um clima mais seco, com bastante luminosidade, o volume de chuvas não é positivo para a cultura do trigo. Algum prejuízo vai ter, mas só poderemos dar um percentual de perda a seguir. Porém, certamente haverá prejuízos”, disse.

VOLUME E CHUVA
Conforme a Emater, até o momento, no distrito de Atafona foram registrados 84 milímetros de chuva. Na Ressaca Buriti, 70 milímetros, Lajeado Cerne, 118, e nos CTGs do Comandaí e Três Sinos foram registrados 92 milímetros de precipitação.

PREOCUPAÇÃO COM A COMERCIALIZAÇÃO
O baixo valor médio cotado atualmente para a saca de trigo preocupa os produtores rurais do município. O aumento dos custos da produção e as condições climáticas não tão favoráveis como no ano anterior são indícios de que a safra do trigo em 2014 terá uma redução de rentabilidade ao produtor. No ano passado, no mesmo período, o preço da saca de trigo estava cotado, em média, em R$ 40. Atualmente, segundo o acompanhamento de preços recebidos pelos produtores do Rio Grande do Sul, o preço médio é de R$ 25. Álvaro mencionou a preocupação dos produtores rurais.

“A preocupação com a comercialização permanece. Não foi alterada. Com a proximidade da colheita, aumenta ainda mais a preocupação dos produtores. Corre-se o risco de ter de vender o trigo a um preço muito baixo ou não ter preço de venda para o mercado. Hoje o cenário é este”, esclarece o chefe do escritório municipal da Emater.

MILHO
O engenheiro agrônomo destaca ainda que para a cultura do milho as chuvas não foram prejudiciais. “Essa condição não traz prejuízos para a cultura do milho. Se para o trigo é muita chuva, para o milho não se configura em situação de prejuízo”, informou, destacando que 80% da área prevista para o município já está plantada, encontrando-se na fase de desenvolvimento vegetativo.