Danos ambientais são constatados no Itaquarinchim

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Fiscais da Semma constataram o nível abaixo da média do arroio, o volume de lixo e os peixes mortos. Rodrigo Bergsleithner/AI Prefeitura de Santo Ângelo

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) realizou o monitoramento da situação do arroio Itaquarinchim na última semana, verificando os problemas ambientais enfrentados em razão da falta de chuvas e a poluição que tem aumentando gradativamente devido ao descarte irregular de lixos e entulhos às suas margens, mesmo com a fiscalização agindo com rigor para coibir a ação.

Com a falta de chuva, o nível do arroio está abaixo da média e, além da mortandade de peixes, é notável o aumento na poluição. O estado hídrico do arroio será relatado no levantamento feito pelo município para justificar a decretação de situação de emergência em Santo Ângelo.

Peixes mortos e muito lixo

O arroio Itaquarinchim corta o município de Santo Ângelo em grande parte de sua extensão. O problema da poluição é notável, aumentando a cada semana.

No trecho do Itaquarinchim nos bairros Jardim das Palmeiras, Harmonia e Kurtz, foram encontrados diversos peixes mortos e uma diversidade alarmante de lixo, incluindo garrafas plásticas, vidros, metais, sacolas plásticas, móveis, pneus, embalagens plásticas, borracha, entre outros. Outros pontos apontados pelos fiscais foram o desmatamento da mata nativa à beira do arroio e vestígios de queimadas na costa do mesmo.

O secretário municipal do Meio Ambiente, Francisco da Silva Medeiros, ressalta que é preciso a participação mais efetiva da comunidade em relação aos cuidados das águas do Arroio Itaquarinchim. “É preciso lembrar que parte da água consumida pela comunidade é captada do arroio Itaquarinchim, é isso que as pessoas precisam lembrar no momento de poluir. A coleta do lixo passa em toda cidade, é uma questão de bom senso cada um cuidar do seu lixo, fazer a separação adequada para a destinação correta e contribuir em defesa do meio ambiente”, disse.

Estiveram presentes na vistoria, os agentes ambientais Daniel Pedro Machado, Eduardo Rodrigo Fronsech e Rafael Rieger Ramos.

Corsan garante que situação do consumo é normal

De acordo com o gestor da unidade da Corsan em Santo Ângelo, Araken Maicá, a água captada para o consumo da comunidade santo-angelense é oriunda em 40% do arroio Itaquarinchim, restando 60% proveniente do rio Ijuí.

Segundo Araken, mesmo com a estiagem, a situação da água para o consumo da população santo-angelense segue normalizada, não sendo necessária que se adote nenhuma medida diferente neste momento.

Entretanto, o gerente da Corsan alerta para o consumo consciente. “Mesmo assim, solicitamos que a comunidade utilize a água com consciência e evitando o desperdício”, completa.

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