Darci Ferreira: mais de 40 anos de dedicação aos Correios

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Uma vida dedicada à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Essa é a história de Darci de Oliveira Ferreira, que começou seu 42º ano de serviço no dia 20 de junho. Ele lembra que tudo começou em 1973, quando assumiu como mensageiro dos Correios em Santo Ângelo. Na época, fazia a entrega de telegramas e atuava na agência central na Rua 3 de Outubro.

Darci conta que o serviço era feito a pé e ele fazia entrega em toda a cidade, pois era o único funcionário responsável pelos telegramas. “Fazia o repasse de 250 telegramas por dia em datas especiais e em períodos normais essa média ficava em 120 telegramas. Um ano depois a situação melhorou com a chegada de mais um servidor para me ajudar”, salienta. No início, ainda funcionava na agência o telégrafo, que utilizava o Código Morse.

Em 1994 começou a atuar na função de carteiro, onde ficou por 18 anos. No total, na rua, Darci atuou por 38 anos. Nos três últimos anos passou a atuar nos serviços internos no Centro de Distribuição Domiciliar dos Correios, localizado no Comercial Adhara. No centro acontecem os encaminhamentos e distribuição das correspondências para várias cidades do Estado, do Brasil e outros países.

ACONTECIMENTOS INUSITADOS
Darci Ferreira diz que ao longo de sua carreira teve vários problemas com cães, principalmente em moradias onde não havia caixa do correio. “Não sei fazer a conta de quantas vezes passei por situações nada agradáveis pelo fato de os moradores deixarem seus cães soltos nos pátios”, relata.

Mas o fato mais marcante nos seus 41 anos de Correio foi a tentativa de assalto na zona Leste da cidade, ocorrida em 2002. “Fui abordado por um rapaz que queria dinheiro. Eu não tinha para dar e acabei sendo baleado por um revólver calibre 38. Fiquei por 12 dias no Hospital Santo Ângelo”, lembra.

MUDANÇAS NOS CORREIOS
O funcionário dos Correios destaca que as novas tecnologias trouxeram consideráveis mudanças no dia a dia da empresa. Apesar das redes sociais e dos e-mails, o volume de correspondências e encomendas aumentou nos últimos anos. “Hoje temos uma média de mil correspondências por dia englobando cartas, telegramas, sedex, encomendas e outros serviços”, conta.

HISTÓRIA DE VIDA
O servidor conta que tem orgulho de ser funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. “Tudo que tenho foi resultado do meu trabalho nos Correios. Comprei minha casa, meu automóvel e o sustento de minha família. Não tenho palavras para descrever o carinho que tenho por essa empresa que é referência no país”, diz.