Dia do Colono e do Motorista: Estiagem foi o que mais causou perdas no setor leiteiro

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A seca prolongada, que atingiu o Rio Grande do Sul – desde o final de 2019 até o início deste ano -, trouxe impactos na produção de leite na região.

“Geralmente os órgãos de comunicação querem associar tudo no tal Covid-19, mas para o setor leiteiro foi a forte seca que mais nos prejudicou”, lembra a presidente da Associação de Produtores de Leite e Gado Leiteiro de Santo Ângelo (Apleglesa), Vanderleia Mundstock Kreuzberg.

A seca afetou especialmente a safra de milho e os produtores que dependiam da cultura para a silagem colheram as folhagens sem o grão ou com péssima qualidade.
“As pastagens degradas e o milho para silagem acabaram ou, que tinha, era de má qualidade. Tivemos muitas perdas, pouca soja colhida e ração para os animais mais cara”, reforça.

Ainda, segundo análise dos produtores Vanderleia e Vanderson Kreuzberg, com todo esse aumento na produção de leite o caminho lógico seria o aumento no preço final, “mas esse não se alterou, até teve mês que baixou”, diz.

Valorização do Colono

Em todo esse cenário que se desenhou em 2020, Vanderleia e Vanderson lamentam a pouca valorização da classe: “Acho que são pouco valorizados (os colonos e os motoristas). Penso que sem o colono e sem o caminhoneiro não se tem comida na mesa do povo. Acho que deveriam ser mais valorizados.”

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