Dia do Colono e do Motorista: Jogos Sol a Sol, a essência da cultura do interior

0
116
No ano passado (foto), Jogos foram na comunidade do Lajeado Cerne. Foto: Arquivo

No ano passado, o Lajeado Cerne recebeu cerca de duas mil pessoas para a 35ª edição dos Jogos Rurais Sol a Sol. Foram 18 comunidades envolvidas em 20 modalidades esportivas relacionadas ao dia a dia de quem vive no interior, como milho no buraco, canastra, corte de lenha, bocha tiro 48, corrida de 100 metros e tênis de mesa, entro outros.

Neste ano, a ideia era que, de forma inédita, ocorressem durante a Feaagri, em setembro. Porém, como explica Thaís Trindade, extensionista Rural da Emater/Rs-Ascar, que organiza o Sol a Sol junto da administração municipal, os jogos foram cancelados em virtude da pandemia, “pois a ideia para este ano era inovar na organização e realizar durante a Feira”, reforça. “Com o cancelamento dos eventos, o Sol a Sol também fica suspenso, e para o ano de 2021 reavaliaremos as condições para posteriormente reorganizar a realização dos jogos”, acrescenta.

Thaís Trindade,
extensionista Rural
da Emater/Rs-Ascar, destaca que ideia era inovar e realizar o Sol a Sol junto com a Feaagri. Foto: Arquivo

Apesar da proximidade da data (setembro), Thaís diz que a mobilização das comunidade rurais ocorreria a partir de junho, “não houve transtornos na organização do evento pois desde o início do ano estávamos avaliando a possibilidade de cancelar ou transferir para o final do ano.”

36ª edição

Mais que uma disputa, os Jogos Rurais Sol a Sol se tornaram um momento de integração e convívio entre as famílias do interior. Em 2020, estariam mais próximos de quem vive na cidade – de maneira a demonstrar as tradições de quem está no interior.

Para Marcia Teloeken, agricultora da comunidade Distrito Buriti, a não realização dos jogos é uma grande perda justamente por não haver o momento de em que as famílias confraternizam, se divertem e deixam, pelo menos por um dia, o mundo fechado das propriedades, “onde sempre estão envolvidos com seus afazeres diários”, afirma.

Márcia lamenta, pois os jogos são uma herança cultural. “Não podemos perder a essência da nossa cultura e cultivares que nos trouxeram nossos avós e bisavós”, diz. Porém, ela entende que o momento é de cuidado: “o mais importante agora é cuidarmos da saúde de todos, pois somos responsáveis pelo bem-estar de nossas famílias e amigos. Temos que encarar como uma frustração de safra, seguir e esperar.”

 

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here