Dia do Colono e do Motorista: Os desafios de quem move o país

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Os desafios de quem trabalha dia a dia na estrada são muitos. Além dos 1,7 milhão de quilômetros de rodovias para percorrer (segundo Dnit), tem também dias longe da família, as difíceis condições do trânsito, de segurança e das estradas, neste ano, ainda, os cuidados com a pandemia de Covid-19. Não atoa a categoria é a move o País.

“Esse ano está sendo bem complicado aqui no estado devido a seca. Não vai ter muito grão para transportar, vai forçar o pessoal a ir trabalhar em outras regiões do Brasil, – sem falar no coronavírus que preocupa bastante, tendo que ter uma atenção redobrada nos cuidados com a higiene pessoal”, afirma Luciano Bolzan, 48 anos, motorista há 15.

No ano passado, que teve safra cheia, a preocupação era outra: o preço do combustível, “estava muito alto, acabava roendo boa parte da margem de lucro dos caminhões.”

Início da profissão

Ele conta que sempre teve vontade de dirigir caminhão, “meu pai era motorista e eu já vivia nesse meio”, conta. Apesar de seguirem a mesma profissão, ele relata que o pai não incentivava o filho a ser motorista: “ele queria que eu estudasse e tivesse outra atividade”, explica. Até, antes de dirigir, ele trabalha na empresa de um amigo, no escritório – Luciano é formado em Administração de Empresas pela Cnec -, mas aí “surgiu a oportunidade e eu agarrei”, lembra.

Em 2005, quando se arriscou na carreira de motorista, começou viajando para São Paulo. Conhecia nada. “No início foi difícil”, conta. Nas duas primeiras viagens um amigo acompanhou ele. Depois, o sogro, que também é caminhoneiro, foi mais duas. Nas seguintes, foi sozinho. “Com o tempo a gente vai adquirindo experiência e confiança e se aventura por outros lugares. Viajo por todo esse Brasil, já fui em vários estados, mas boa parte do ano trabalho aqui no Rio Grande do Sul, transportando para o porto de Rio Grande”, detalha.

 

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